São Lourenço do SulRS
43.283 habitantes · IBGE 4318804
Resumo socioambiental
São Lourenço do Sul/RS apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico. A cobertura de água atingiu 58,2% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 28 do país. A situação do esgotamento sanitário é ainda mais crítica: a coleta de esgoto era de apenas 1,4% em 2010 (último dado disponível), contra mediana nacional de 87,8% em 2021, e o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde ao menos 2008, enquanto o Brasil trata em mediana 37,7% dos efluentes. Essa lacuna se reflete no indicador de destino inadequado de domicílios, que embora tenha recuado de 34,3% (2010) para 25,6% (2022), ainda supera de forma expressiva a mediana nacional (14,9%) e principalmente a média gaúcha (4,5%), colocando o município no percentil 68 (pior que a maioria do país). A coleta domiciliar de resíduos também regrediu, caindo de 65,7% para 55,4% entre 2010 e 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%).
Do lado positivo, a perda de água na distribuição, embora tenha oscilado ao longo da série, fechou 2022 em 19,3%, patamar inferior à mediana nacional (29,9%) e ao Rio Grande do Sul (36,5%), posicionando o município favoravelmente (percentil 22). Ainda assim, a combinação de baixa cobertura de água com perdas relevantes e ausência de tratamento de esgoto sugere que os investimentos em infraestrutura sanitária não acompanharam o crescimento ou a manutenção da rede ao longo da última década, com estagnação evidente da cobertura de água entre 2016 e 2021 (56,2% constante).
No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram de forma acentuada, de 2,03 milhão de tCO₂e (2010) para 716.180 tCO₂e (2024), recuo de 64,7%, mas o município ainda figura no percentil 86 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e), refletindo forte peso do setor energético (299.990 tCO₂e, percentil 93) e de resíduos (21.531 tCO₂e, percentil 84). Notavelmente, as emissões de resíduos cresceram 22,7% desde 2010, movimento coerente com a piora na coleta domiciliar de lixo e a ausência de tratamento de esgoto, indicando pressão crescente sobre a gestão de dejetos urbanos. A capacidade solar instalada está estagnada em 488 kW desde 2019, abaixo da mediana nacional (908 kW), limitando a diversificação da matriz energética local. Eventos hidrológicos registrados em 2016 (3 cheias e 2 secas) reforçam a necessidade de atenção à resiliência hídrica, ainda que os registros sejam pontuais e desatualizados.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
56.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
1.4%
2010
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2010
Perda de água
SNIS/SINISA
23.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
55.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
488 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
488 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
488 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
716.180 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
21.531 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
299.990 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
