São Luís do CuruCE

10.962 habitantes · IBGE 2312601

IA

Resumo socioambiental

São Luís do Curu apresenta um quadro de saneamento básico crítico e distante da média nacional. A cobertura de água atingiu 68,5% em 2022, com salto expressivo em relação a 2021 (40,6%), mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (69,9%), posicionando o município no percentil 40. Já a coleta de esgoto é o ponto mais grave: apenas 10,2% (2021), muito aquém da mediana nacional (87,8%) e mesmo da UF (40,3%), colocando o município no percentil 7 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto segue padrão semelhante, com 8,8% em 2022 (percentil 33), e o município conta com apenas 1 ETE (2020), igual à mediana nacional, mas muito abaixo das 260 unidades médias da UF.

A baixa cobertura de coleta se reflete nos indicadores domiciliares do Censo: 57,4% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (77,1%), com queda de 4,1% desde 2010. O destino inadequado de resíduos atinge 20,8% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (14,6%), apesar da melhora expressiva frente a 2010 (40,2%). Essa fragilidade na gestão de resíduos é coerente com o aumento das emissões do setor, que cresceram 36,8% desde 2010, chegando a 6.855 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 54 — indicando que o crescimento populacional e a baixa universalização da coleta pressionam as emissões setoriais.

Do lado positivo, a perda de água caiu para 23,9% em 2022 (variação de -34,6% desde 2008), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (38,5%), o que sugere ganhos de eficiência operacional no sistema de abastecimento. Entretanto, as emissões totais de GEE subiram 9,8% desde 2010, atingindo 55.127 tCO₂e em 2024, impulsionadas principalmente pelo setor de energia, que mais que dobrou (+147,4%) no período, alcançando 31.085 tCO₂e — acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 60). Os registros de eventos climáticos extremos, com 1 cheia e 18 registros de seca em 2016, embora pontuais na série disponível, reforçam a necessidade de atenção à resiliência hídrica do município, especialmente diante da ainda incompleta universalização do saneamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

82.7%

2024

64
56.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

8.9%

2024

8

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

9.4%

2024

33

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.5%

2024

52
55.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

57.4%

2022

23
4.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.8%

2022

39
48.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

55.127 tCO₂e

2024

77
9.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.855 tCO₂e

2024

46
36.8% no período

Emissões de energia

SEEG

31.085 tCO₂e

2024

40
147.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

18

2016

2
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.