São MamedePB

7.640 habitantes · IBGE 2514909

IA

Resumo socioambiental

São Mamede/PB apresenta um quadro de saneamento com sinais de retrocesso recente. A cobertura de água caiu para 66,9% em 2024, uma queda de 15,4% e o pior patamar da série histórica, que chegou a registrar 100% entre 2021 e 2022. Mesmo assim, o município ainda supera a mediana da UF (59,5%), embora fique abaixo da mediana nacional (73,2%), posicionando-se no percentil 41. A perda de água na distribuição, de 43,1%, é outro ponto crítico: superior à mediana nacional (29,1%) e à da UF (41,7%), colocando o município no percentil 76 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, o que ajuda a explicar parte da queda na cobertura efetiva de água tratada.

A coleta de esgoto, por sua vez, mostra recuperação, atingindo 80,3% em 2024, acima da mediana nacional (59,9%) e da UF (55,9%), no percentil 70. Contudo, esse avanço é anulado pela ausência total de tratamento do esgoto coletado: 0,0% em 2024, abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (47,7%), no percentil 24. Esse descompasso — coletar sem tratar — indica que o esgoto captado é despejado sem qualquer processamento, o que representa risco sanitário e ambiental relevante, coerente com o percentual ainda alto de destino inadequado de resíduos domiciliares (16,9% em 2022), acima da mediana nacional e da UF.

No campo climático, o município tem desempenho comparativamente positivo em emissões totais de GEE, com 3.493 tCO₂e em 2024, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 4, e em forte queda (-64,5%) desde o pico de 2019. As emissões de energia também recuam (2.567 tCO₂e, -3,6%) e ficam bem abaixo da mediana nacional. Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória de alta constante, atingindo 3.739 tCO₂e em 2024 (+42,3% desde 2010), o que reforça a necessidade de investimento em tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos, já identificada como lacuna do município.

A infraestrutura de energia renovável é modesta, com 18 MW de potência eólica instalada, estável desde 2021 e bem abaixo da mediana nacional (126 MW) e da UF, no percentil 12. Os registros históricos de eventos hidrológicos (2016) mostram maior exposição à seca (20 registros, percentil 99 na UF) do que a cheias (1 registro, percentil 76), sinalizando vulnerabilidade a estiagens que pode agravar os desafios já existentes de perda de água e cobertura decrescente do sistema de abastecimento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

66.9%

2024

41
15.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

80.3%

2024

70
2.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

43.1%

2024

24
10.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.9%

2022

58
4.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.9%

2022

46
24.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

18 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

18 MW

2024

12
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

3.493 tCO₂e

2024

96
64.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.739 tCO₂e

2024

68
42.3% no período

Emissões de energia

SEEG

2.567 tCO₂e

2024

90
3.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

20

2016

1
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.