São ManuelSP
38.166 habitantes · IBGE 3550100
Resumo socioambiental
São Manuel/SP apresenta saneamento básico em patamar de excelência, muito acima dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2024, posicionando o município no percentil 100 nacional e superando a mediana do Brasil (73,2%) e a média do estado de São Paulo (96,6%). A coleta de esgoto chegou a 98,8% (percentil 96; mediana nacional de 59,9%) e o tratamento de esgoto alcançou 96,7%, muito acima da mediana brasileira (33,3%) e da média estadual (66,6%), refletindo evolução consistente desde 2010, quando o índice era de 76,7%. Essa universalização também se reflete no Censo 2022, com 96,5% dos domicílios atendidos por coleta e apenas 1,6% com destinação inadequada de resíduos — bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ligeiramente acima da média paulista (1,0%).
Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que em 2024 foi de 31,4%, acima tanto da mediana nacional (29,1%) quanto da média estadual (28,2%), apesar da melhora acumulada de 25,2% desde 2010. Isso indica que, mesmo com cobertura universal, há ineficiência operacional na rede que eleva custos e desperdício de um recurso já tratado — um contraste com o desempenho exemplar em tratamento de esgoto.
No eixo climático, o município é um emissor relevante em termos relativos: as emissões totais de GEE somaram 644.581 tCO₂e em 2024 (percentil 84 nacional), com destaque para o setor de resíduos, responsável por 263.756 tCO₂e (percentil 99), muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Esse dado é coerente com a existência de apenas 1 unidade de destinação de resíduos registrada, sugerindo concentração de processamento que eleva a pegada local. As emissões de energia também cresceram 35,2% desde 2010, atingindo 231.387 tCO₂e em 2024, ainda que a capacidade instalada de biomassa (15 MW) seja três vezes a mediana nacional (5 MW), indicando alguma diversificação da matriz energética local.
Em síntese, São Manuel se destaca nacionalmente em saneamento, com indicadores de água e esgoto entre os melhores do país, mas enfrenta desafios de eficiência hídrica e de gestão de emissões ligadas a resíduos e energia, que merecem atenção da gestão municipal para equilibrar o excelente desempenho sanitário com metas de sustentabilidade climática.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
98.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
96.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
31.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
15 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
644.581 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
263.756 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
231.387 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
