São MarcosRS
21.537 habitantes · IBGE 4319000
Resumo socioambiental
São Marcos/RS apresenta saneamento acima da média nacional em cobertura de água e coleta de esgoto, mas mantém uma lacuna crítica no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 90,3% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (88,1%), com percentil 71. A coleta de esgoto alcançou 100,0% em 2015 (dado mais recente disponível), bem acima da mediana nacional (87,8%) e muito superior ao RS (49,5%). Entretanto, o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde pelo menos 2013, contrastando com a mediana nacional de 37,7% e a estadual de 30,8% — ou seja, o esgoto é coletado mas não tratado, o que representa um passivo ambiental relevante e potencial fonte de contaminação de corpos hídricos, mesmo com perda de água na distribuição em trajetória de melhora acentuada, caindo de 46,0% (2018) para 23,0% (2022), abaixo da mediana nacional (29,9%).
Na gestão de resíduos sólidos, o município tem bom desempenho relativo: o destino inadequado de domicílios caiu de 5,6% (2010) para 2,2% (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (4,5%), posicionando o município no percentil 13 (favorável). Contudo, esse resultado convive com apenas 1 unidade de destinação registrada (2025), igual à mediana nacional, mas muito aquém das 63 unidades médias do RS, sugerindo dependência de estruturas externas ao município. As emissões de resíduos cresceram 22,2% entre 2010 e 2024, atingindo 8.939 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), acompanhando o aumento populacional e de geração de resíduos.
O quadro de emissões totais é o ponto de maior atenção: as emissões de GEE saltaram de 137.119 tCO₂e (2023) para 250.026 tCO₂e em 2024, alta de 21,4% no ano e de 21,4% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 66. As emissões de energia também cresceram 11,9% no período, chegando a 54.984 tCO₂e, quase três vezes a mediana nacional (18.929 tCO₂e), enquanto a matriz renovável local estagnou: a potência solar instalada permanece em 720 kW desde 2022, abaixo da mediana nacional (908 kW), e a potência hidráulica está congelada em 1 MW há 15 anos, bem inferior à média estadual (4.717 MW).
Em síntese, São Marcos combina avanços consistentes em água, esgoto coletado e resíduos sólidos domiciliares com dois desafios estruturais: a ausência total de tratamento de esgoto e o crescimento expressivo das emissões de GEE, sobretudo de energia, sem correspondente expansão da geração renovável local. Os dados de eventos hidrológicos (cheia zero e seca pontual em 2016) não indicam pressão climática aguda registrada, mas a estagnação da infraestrutura energética limpa e o gargalo do tratamento de esgoto devem ser prioridades para investimento e monitoramento nos próximos ciclos de planejamento municipal.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2015
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2015
Perda de água
SNIS/SINISA
28.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
720 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
720 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
250.026 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.939 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
54.984 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
