São MartinhoSC

3.501 habitantes · IBGE 4217105

IA

Resumo socioambiental

São Martinho/SC apresenta o saneamento como principal ponto de atenção. A cobertura de água atingiu apenas 23,8% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do próprio estado de Santa Catarina (86,8%), posicionando o município no percentil 4 do país. Mais preocupante é a trajetória: a cobertura vinha em patamar de cerca de 30% entre 2018 e 2021 e recuou para 23,8% em 2024, uma queda de 16% no período recente — movimento que merece investigação sobre causas (possível revisão cadastral, redução de rede ativa ou problema de reporte ao SNIS). Por outro lado, a perda de água, embora tenha subido nos últimos anos (de 12,5% em 2021 para 19,5% em 2024), ainda está abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), indicando eficiência operacional relativa apesar da baixa cobertura.

Na gestão de resíduos sólidos, o município mostra evolução positiva: a coleta domiciliar chegou a 87,3% em 2022 (percentil 71 nacional), e o destino inadequado de resíduos caiu de 15,0% em 2010 para 5,7% em 2022, queda de 62,3%. Essa melhoria, contudo, não se reflete nas emissões de resíduos do SEEG, que cresceram 16,2% desde 2010 e atingiram 4.368 tCO₂e em 2024 — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que a formalização da coleta pode estar canalizando resíduos para disposição com maior geração de metano, um trade-off comum quando aterros substituem descarte a céu aberto.

O perfil de emissões totais de GEE é favorável: 62.858 tCO₂e em 2024, bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e com queda expressiva de 63,1% desde 2010, refletindo principalmente redução em fontes não detalhadas aqui (provavelmente mudança de uso da terra). As emissões de energia permanecem estáveis e baixas (9.288 tCO₂e, percentil 34), mas a matriz renovável local está estagnada: a potência solar instalada é de apenas 75 kW desde 2010, sem nenhum crescimento em 14 anos, e muito distante da mediana nacional (908 kW), enquanto a potência hidráulica (9 MW) está próxima da mediana da UF.

Em síntese, São Martinho combina bons indicadores de resíduos sólidos e baixas emissões absolutas com uma lacuna crítica em cobertura de água potável, que se deteriorou nos últimos anos e coloca o município entre os piores do país nesse quesito. A estagnação em geração solar também indica ausência de investimento em diversificação energética, apesar do espaço favorável dado o bom desempenho em perdas de água e emissões de energia. Recomenda-se priorizar investimento em expansão da rede de abastecimento e investigar a queda recente na cobertura.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

23.8%

2024

4
16.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.5%

2024

77
3.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.3%

2022

71
2.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.7%

2022

73
62.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

9 MW

SolarHidráulica

Potência solar

ANEEL (SIGA)

75 kW

2024

9
0.0% no período

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

9 MW

2024

50
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

75 kW

2024

9
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

62.858 tCO₂e

2024

73
63.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.368 tCO₂e

2024

62
16.2% no período

Emissões de energia

SEEG

9.288 tCO₂e

2024

66
0.7% no período

Registros de cheia

ANA

7

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.