São Mateus do MaranhãoMA

40.160 habitantes · IBGE 2111508

IA

Resumo socioambiental

São Mateus do Maranhão apresenta quadro de saneamento básico frágil, com sinais recentes de melhoria pontual em água, mas estagnação grave em esgotamento sanitário. A cobertura de água saltou de 27,0% (2023) para 57,5% (2024), revertendo mais de uma década de estagnação em torno de 30%, embora ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e próxima da média estadual (53,5%), posicionando o município no percentil 29 do país. Já a coleta de esgoto permanece travada em 6,6% desde 2018 (dado mais recente disponível), sem qualquer tratamento (0,0%), muito aquém das medianas nacional (59,9%) e estadual (32,1%) — um dos principais gargalos ambientais do município.

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado de patamares acima de 80% (2019-2022) para 53,9% em 2024, ainda é extremamente elevada, superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a média estadual (57,3% é comparável), colocando o município no percentil 86 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa ineficiência operacional provavelmente compromete os ganhos recentes de cobertura, pressionando custos e sustentabilidade do sistema. No âmbito domiciliar, o Censo 2022 mostra que 65,2% dos domicílios têm coleta de resíduos (percentil 32, abaixo da mediana nacional de 76,9%) e 26,2% ainda têm destino inadequado de dejetos — percentual que caiu de 39,6% em 2010, mas que segue superior à mediana nacional (14,9%) e ao percentil 69, indicando risco sanitário e ambiental persistente para parcela expressiva da população.

Do ponto de vista climático, as emissões de GEE do município cresceram 68,1% entre 2010 e 2024, atingindo 566.516 tCO₂e, valor muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando São Mateus do Maranhão no percentil 82 do país. As emissões de energia mais que dobraram no período (+145,5%, alcançando 53.138 tCO₂e), refletindo possivelmente maior consumo elétrico ou uso de combustíveis fósseis. As emissões de resíduos também cresceram de forma constante (+51,0%, para 20.855 tCO₂e), coerente com a baixa cobertura de esgotamento sanitário e tratamento nulo, sugerindo que o manejo inadequado de efluentes e resíduos sólidos contribui diretamente para o perfil de emissões do município.

Em síntese, o município convive com avanço recente em abastecimento de água, mas enfrenta desafios estruturais graves em esgotamento sanitário, perdas hídricas e emissões, todos em posição desfavorável frente às referências nacionais. A ausência de tratamento de esgoto, combinada ao aumento de emissões de resíduos e energia, aponta para a necessidade de investimentos integrados em infraestrutura sanitária e eficiência energética como prioridades para gestores locais, de modo a consolidar os ganhos recentes e reduzir riscos ambientais e sanitários à população.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

57.5%

2024

29
118.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

6.6%

2018

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2018

Perda de água

SNIS/SINISA

53.9%

2024

14
20.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.2%

2022

32
8.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.2%

2022

31
33.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

566.516 tCO₂e

2024

18
68.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

20.855 tCO₂e

2024

17
51.0% no período

Emissões de energia

SEEG

53.138 tCO₂e

2024

29
145.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.