São MateusES
133.359 habitantes · IBGE 3204906
Resumo socioambiental
São Mateus/ES apresenta em 2024 um quadro de saneamento em deterioração acentuada, o que exige atenção prioritária dos gestores. A cobertura de água caiu para 64,1%, uma queda de -31,2% frente à série histórica e abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (78,1%), posicionando o município no percentil 37. Mais preocupante é o salto da perda de água para 50,4% em 2024, ante índices residuais de 1% a 6% entre 2018 e 2023 — um rompimento abrupto de padrão que sugere problema operacional ou de medição na rede, e que coloca o município no percentil 83 nacional (pior que a mediana de 29,1%). Esse cenário de perdas elevadas ajuda a explicar a queda simultânea na cobertura de água, já que parte do volume captado não chega ao consumidor.
No esgotamento sanitário, a coleta recuou para 52,1% (percentil 43, abaixo da mediana nacional de 59,9%), e o tratamento despencou de 39,5% em 2023 para apenas 1,8% em 2024 — uma reversão brusca que contrasta com o número de ETEs registrado (5 unidades em 2020, percentil 96 na época). Essa descontinuidade indica possível falha operacional recente nas estações de tratamento, não explicada por redução de infraestrutura. Do lado dos domicílios, o Censo 2022 mostra melhora relativa, com 86,2% de cobertura de coleta (percentil 69) e destinação inadequada em queda para 11,8% (-29,5% desde 2010), ainda que acima da UF (6,9%).
Na dimensão climática, as emissões totais de GEE caíram para 558.221 tCO₂e em 2024 (-45,3% frente ao pico de 2023), mas o município permanece no percentil 82 nacional, refletindo emissões estruturalmente altas. As emissões de resíduos seguem em trajetória de alta constante, atingindo 64.612 tCO₂e (+37,6% desde 2010, percentil 95), o que dialoga diretamente com a fragilidade do tratamento de esgoto e da destinação de resíduos sólidos — apenas 1 unidade de destinação registrada, no limite da mediana nacional. As emissões de energia também cresceram (+49,7%, percentil 93), enquanto a capacidade solar instalada permanece estagnada em 270 kW desde 2010, muito abaixo da mediana nacional (908 kW), evidenciando ausência de investimento em diversificação energética limpa.
Em síntese, São Mateus combina retrocesso recente e simultâneo em cobertura de água, perdas na rede e tratamento de esgoto — indicando possível falha sistêmica de operação ou de reporte em 2024 — com uma carga de emissões de resíduos e energia crescente e desproporcional ao porte populacional. A ausência de expansão em energia solar e a estagnação em unidades de destinação de resíduos reforçam a necessidade de investimento estrutural coordenado entre saneamento e gestão de resíduos, especialmente diante dos registros de eventos climáticos extremos (cheias e secas) já identificados no município em 2016.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
64.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
52.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
1.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
5
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
50.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
270 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
270 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
270 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
558.221 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
64.612 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
302.781 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
