São Miguel ArcanjoSP

32.904 habitantes · IBGE 3550209

IA

Resumo socioambiental

São Miguel Arcanjo apresenta um quadro de saneamento com avanços relevantes, mas com um ponto de atenção crítico na cobertura de água. Em 2022, apenas 64,8% dos domicílios tinham acesso à rede de água, valor que caiu 2,7% em relação ao ano anterior e interrompeu uma trajetória de crescimento consistente desde 2008 (quando o índice era 66,6% e chegou a 77,0% em 2021). O município está abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem distante da média estadual (95,2%), ocupando apenas o percentil 36 — um recuo que merece investigação, pois pode indicar problema de reporte ou perda real de atendimento.

Em contraste, o tratamento de esgoto é o destaque positivo do município: 82,3% em 2022, com crescimento de 27,2% desde 2008, superando amplamente a mediana nacional (37,7%) e a média do estado de São Paulo (69,6%), posicionando o município no percentil 79. A coleta de esgoto também evoluiu para 88,0% (2021), acima da mediana nacional (87,8%) e próxima da média estadual (94,6%). Essa combinação de boa coleta e tratamento se reflete na baixa perda de água na distribuição, que caiu de 37,6% (2008) para 16,7% (2022) — quase metade da mediana nacional (29,9%) —, sugerindo gestão eficiente da infraestrutura hídrica, mesmo com a única ETE registrada no município (2020), no limite da mediana nacional.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 179.589 tCO₂e em 2024, com alta de 16,3% no ano, mas dentro de uma oscilação histórica que já atingiu picos maiores (274.627 tCO₂e em 2019). O dado mais preocupante é a emissão de energia, que saltou 209,6% desde 2010, atingindo 133.578 tCO₂e em 2024 — muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), colocando o município no percentil 85. As emissões de resíduos também cresceram 37% no período, para 21.140 tCO₂e, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 84, o que é coerente com o aumento do destino inadequado de resíduos observado ainda em nível domiciliar, embora este último tenha melhorado significativamente (de 11,9% em 2010 para 5,8% em 2022, abaixo da mediana nacional de 14,9%).

Em síntese, o município demonstra maturidade na gestão de esgotamento sanitário, com indicadores acima da média nacional e estadual, mas enfrenta dois desafios estruturais: a queda abrupta na cobertura de água, que exige verificação e resposta rápida da gestão, e a trajetória crescente das emissões de GEE, especialmente do setor energético, que contrasta com o desempenho ambiental positivo em saneamento e destino de resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

72.7%

2024

49
4.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

60.9%

2024

51
28.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

81.5%

2024

87
26.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.8%

2024

65
33.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.7%

2022

64
5.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.8%

2022

72
51.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

29
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

179.589 tCO₂e

2024

43
16.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

21.140 tCO₂e

2024

16
37.0% no período

Emissões de energia

SEEG

133.578 tCO₂e

2024

15
209.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.