São Miguel da Baixa GrandePI

2.304 habitantes · IBGE 2210383

IA

Resumo socioambiental

São Miguel da Baixa Grande/PI apresenta saneamento com resultados mistos frente aos parâmetros nacionais. A cobertura de água chegou a 97,1% em 2023, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (92,3%), embora tenha recuado 2,9% frente a 2021, período em que a perda de água mais que dobrou visualmente na série, saltando de 7,1% para 12,0% — ainda assim inferior à mediana nacional (29,1%) e à do Piauí (23,6%). A coleta de esgoto, por sua vez, caiu de 100% (2021) para 64,3% (2023), retração de 35,7%, mas o dado mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2021, contra medianas de 33,3% no Brasil e 21,0% no estado — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, configurando o principal passivo ambiental do saneamento local.

Essa fragilidade se reflete nos dados domiciliares do Censo: apenas 65,7% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da estadual (70,4%), posicionando o município no percentil 33. Mais preocupante é o destino inadequado de resíduos, que atinge 33,5% dos domicílios, superior à mediana do país (14,9%) e à do estado (26,3%), colocando o município no percentil 78 — entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa combinação de baixa coleta e destino inadequado ajuda a explicar o forte crescimento das emissões de resíduos, que quase dobraram entre 2010 e 2024 (+98,2%, atingindo 1.423 tCO₂e), embora o volume absoluto permaneça baixo frente ao Brasil (percentil 5).

No balanço geral de emissões de GEE, o município registrou 102.010 tCO₂e em 2024, queda de 17,3% em relação a 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 41 — posição intermediária. As emissões de energia também cresceram no período (+74,0%, para 921 tCO₂e), mas seguem com participação marginal no total, típico de município de pequeno porte e baixa densidade urbana.

Em síntese, o município se destaca positivamente no acesso à água, mas enfrenta um gargalo estrutural no tratamento de esgoto (0% desde 2021) e no destino de resíduos sólidos, ambos acima da média de precariedade nacional. A ausência de tratamento de esgoto, associada ao aumento da perda de água e ao crescimento das emissões de resíduos, indica a necessidade prioritária de investimento em infraestrutura de saneamento básico para reverter essa trajetória antes que os indicadores ambientais se deteriorem ainda mais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

97.1%

2023

2.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

64.3%

2023

35.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

12.0%

2023

68.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.7%

2022

33
4.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.5%

2022

22
6.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

102.010 tCO₂e

2024

59
17.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.423 tCO₂e

2024

95
98.2% no período

Emissões de energia

SEEG

921 tCO₂e

2024

98
74.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.