São Miguel de TaipuPB
7.287 habitantes · IBGE 2515005
Resumo socioambiental
São Miguel de Taipu/PB apresenta quadro crítico de saneamento básico, com deterioração acentuada nas últimas duas décadas. A cobertura de água caiu de 82,8% em 2010 para apenas 32,5% em 2022, uma queda de 60,7%, posicionando o município no percentil 8 nacional — muito abaixo da mediana do país (76,5%) e da UF (77,2%). Mais grave ainda é a situação da coleta de esgoto, que despencou de 83,8% em 2010 para 0,0% em 2020, um colapso total do serviço, enquanto o tratamento de esgoto permanece marginal, em apenas 1,2% (2022), ante mediana nacional de 37,7%. Essa combinação indica que praticamente todo o esgoto do município é lançado sem tratamento, com risco direto à saúde pública e aos corpos hídricos.
O quadro de resíduos sólidos reforça a preocupação: 53,7% dos domicílios têm destino inadequado de lixo (2022), colocando o município no percentil 95 — entre os piores do país — e muito distante da mediana nacional (14,9%). Apenas 44,9% dos domicílios contam com coleta regular, também bem abaixo da mediana nacional (76,9%). Coerentemente, as emissões de GEE por resíduos cresceram 38,4% entre 2010 e 2024, atingindo 2.564 tCO₂e, evidenciando que a gestão inadequada de resíduos tem correlação direta com o aumento das emissões setoriais.
Em termos de emissões totais, o município cresceu 68,2% desde 2010, chegando a 26.442 tCO₂e em 2024, ainda assim abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 10. As emissões de energia caíram 69,4% no período (678 tCO₂e em 2024), sugerindo eletrificação ou eficiência energética, mas esse ganho é ofuscado pelo aumento nas emissões de resíduos. A perda de água na distribuição, embora tenha melhorado frente à mediana nacional (20,6% ante 29,9%, percentil 25), não compensa a baixíssima cobertura do serviço.
Do ponto de vista hídrico, o índice de segurança hídrica do município é 3,0 (2035), abaixo da mediana nacional (4,0), ainda que superior à média estadual (2,717). Os registros históricos de seca (8 ocorrências, 2016) e de cheia (1 ocorrência, 2016) situam o município nos percentis 83 e 76 da UF, respectivamente, indicando exposição a eventos hidrológicos extremos que se somam à fragilidade estrutural do saneamento. O quadro geral aponta para a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, dado que o retrocesso na cobertura desses serviços desde 2010 é o fator mais crítico do diagnóstico socioambiental do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
74.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
43.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
28.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
44.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
53.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
26.442 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.564 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
678 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
