São Miguel do AntaMG

6.430 habitantes · IBGE 3163805

IA

Resumo socioambiental

São Miguel do Anta apresenta um quadro sanitário abaixo da média nacional e estadual, com sinais mistos de evolução recente. A cobertura de água atingiu 57,8% em 2024, ainda distante da mediana nacional (73,2%) e da UF (83,3%), posicionando o município no percentil 29. Já a coleta de esgoto, embora tenha apresentado forte recuo desde 2010 (quando era de 100%) até os atuais 55,4%, ficou praticamente no nível da mediana nacional (59,9%), mas bem abaixo de Minas Gerais (78,2%). O dado mais crítico é o tratamento de esgoto: 0,0% em toda a série histórica disponível (2014-2024), enquanto a mediana nacional é de 33,3% e a da UF, 44,6%. Isso significa que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos do município (4.205 tCO₂e em 2024) seguem em leve alta (+6,1% desde 2010), mesmo abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Por outro lado, o município mostra avanço expressivo na gestão operacional da água: as perdas caíram de patamares acima de 25% ao longo da década para 7,3% em 2024, resultado bem melhor que a mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), colocando São Miguel do Anta no percentil 4 (entre os menores índices de perda do país). Esse ganho de eficiência operacional contrasta, porém, com a estagnação da cobertura de água e o retrocesso na coleta de esgoto, sugerindo que os investimentos recentes priorizaram redução de perdas na rede em detrimento da expansão dos serviços de coleta e tratamento.

Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, houve melhora consistente: o destino inadequado caiu de 33,0% em 2010 para 12,6% em 2022, ficando próximo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da UF (7,4%). A coleta domiciliar chegou a 74,8% em 2022, próxima da mediana nacional (76,9%).

Em relação ao clima, as emissões totais de GEE do município (29.434 tCO₂e em 2024) são muito inferiores à mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o pequeno porte populacional. As emissões de energia, no entanto, cresceram 42,9% desde 2010, chegando a 4.410 tCO₂e, movimento que merece monitoramento, ainda que o valor absoluto permaneça bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). O município não possui potência hidráulica instalada relevante (436 kW, estável desde 2010) e não há registros recentes de eventos hidrológicos extremos além de um único registro de cheia em 2016, sem série mais atualizada para monitoramento contínuo.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

57.8%

2024

29
4.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

55.4%

2024

46
44.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

7.3%

2024

96
53.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.8%

2022

47
11.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.6%

2022

55
61.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

436 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

436 kW

2024

9
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

29.434 tCO₂e

2024

89
2.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.205 tCO₂e

2024

64
6.1% no período

Emissões de energia

SEEG

4.410 tCO₂e

2024

81
42.9% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.