São Miguel do FidalgoPI

2.870 habitantes · IBGE 2210391

IA

Resumo socioambiental

São Miguel do Fidalgo/PI apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com desempenho abaixo da mediana nacional na maioria dos indicadores. A cobertura de água atingiu 72,5% em 2022, ligeiramente abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (73,0%), posicionando o município no percentil 45. Mais grave é a perda de água, de 46,7% em 2022, muito superior à mediana nacional (29,9%) e próxima ao patamar estadual (46,4%), colocando o município no percentil 81 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, o que indica ineficiência significativa na distribuição e possível desperdício de recursos hídricos captados.

No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar evoluiu expressivamente, de 30,5% (2010) para 55,2% (2022), variação de +81,1%, mas ainda fica distante da mediana nacional (76,9%) e da UF (70,4%), no percentil 20. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 69,5% para 43,8% no mesmo período (-36,9%), permanece muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (26,3%), no percentil 89 — evidenciando que, apesar da melhoria histórica, o município ainda destina quase a metade dos domicílios a formas inadequadas de descarte, o que se reflete no aumento das emissões de resíduos, que subiram de 806 para 1.238 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+53,7%).

Em contrapartida, as emissões totais de GEE caíram de 71.689 para 54.909 tCO₂e entre 2010 e 2024 (-23,4%), com forte oscilação no período e valor 2024 abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 23 — indicando emissões relativamente baixas frente ao país, embora com volatilidade que sugere dependência de fatores como mudança de uso do solo. As emissões de energia também recuaram fortemente, de 1.186 para 300 tCO₂e (-74,7%), no percentil 1 nacional. Já os registros hídricos mostram vulnerabilidade à seca, com 9 registros de seca observada em 2016, acima da mediana nacional (0), no percentil 85, contrastando com a ausência de registros de cheia no mesmo ano.

Em síntese, o município combina avanços na cobertura de coleta de resíduos e redução de emissões energéticas com fragilidades estruturais no sistema de abastecimento de água (altas perdas) e no destino de resíduos, além de exposição relevante a eventos de seca. A relação entre baixa cobertura de coleta e alto índice de destino inadequado reforça a necessidade de investimentos articulados em saneamento, que também tendem a conter o crescimento das emissões de resíduos observado na série histórica.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

72.5%

2022

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

46.7%

2022

0.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.2%

2022

20
81.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

43.8%

2022

11
36.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

54.909 tCO₂e

2024

77
23.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.238 tCO₂e

2024

97
53.7% no período

Emissões de energia

SEEG

300 tCO₂e

2024

99
74.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.