São Miguel do GostosoRN
10.590 habitantes · IBGE 2412559
Resumo socioambiental
São Miguel do Gostoso/RN apresenta o quadro mais crítico de saneamento em abastecimento de água do país: a cobertura chegou a apenas 8,9% em 2022, com queda de 29,2% frente a 2009, posicionando o município no percentil 1 nacional (mediana Brasil de 76,5%, RN 79,8%). Esse déficit contrasta com o desempenho positivo em esgotamento sanitário, onde a coleta atinge 99,2% (2021) e o tratamento 100% (2022), superando amplamente a mediana nacional (37,7%) e colocando o município no percentil 100 do país. A perda de água na distribuição, no entanto, é elevada — 62,1% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (46,1%), percentil 94 —, o que indica ineficiência operacional que pode agravar ainda mais a já baixa cobertura hídrica.
No eixo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar atinge 54,5% (2022), com evolução de 14,8% desde 2010, mas ainda distante da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,4%), ficando no percentil 19. Consequentemente, o destino inadequado de resíduos permanece alto, em 39,9%, apesar da melhora de 24,1% na série — valor bem superior à mediana nacional (14,9%) e à UF (9,3%), percentil 85. Essa lacuna na gestão de resíduos é coerente com o crescimento das emissões do setor, que somaram 5.379 tCO₂e em 2024, alta de 51,8% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No balanço de emissões totais de GEE, o município registrou 87.522 tCO₂e em 2024, com variação de +2,8% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), percentil 36. Chama atenção o forte crescimento das emissões de energia, que saltaram 563% no período, para 18.174 tCO₂e, refletindo a expansão do consumo energético local. Por outro lado, o município destaca-se positivamente na matriz de geração eólica, com 544 MW de potência instalada em 2024, crescimento de 962% desde 2014, superando a mediana nacional (126 MW) e alcançando o percentil 89 — um ativo relevante para a transição energética regional.
Do ponto de vista hidroclimático, os dados de 2016 apontam ausência de registros de cheia, mas 9 ocorrências de seca observada, situando o município no percentil 85 nacional para esse indicador, sinal de vulnerabilidade à escassez hídrica que reforça a urgência de investimentos em abastecimento de água e redução de perdas na rede.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
7.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
99.2%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
31.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
54.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
39.9%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
544 MW
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
544 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
87.522 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.379 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
18.174 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
