São Miguel do GuamáPA

55.798 habitantes · IBGE 1507607

IA

Resumo socioambiental

São Miguel do Guamá apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento básico, com desempenho abaixo da mediana nacional na maioria dos indicadores. A cobertura de água atingiu apenas 45,1% em 2022, bem inferior à mediana nacional de 76,5% e à média estadual de 55,0%, posicionando o município no percentil 16 do país. Mais grave ainda é a trajetória: houve queda acentuada em relação ao pico de 70,4% em 2016, indicando retrocesso na universalização do acesso à água tratada. A perda de água, embora tenha recuado para 26,5% em 2022, ainda representa desperdício relevante de um recurso já escasso na oferta municipal, e sua oscilação errática ao longo da série (variando de 2,5% a 50,0%) sugere fragilidade na gestão operacional do sistema.

No manejo de resíduos sólidos, a cobertura de coleta domiciliar evoluiu para 64,2% em 2022, avanço de 16,3 pontos desde 2010, mas ainda aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (71,0%). Mais crítico é o destino inadequado de resíduos, que atinge 32,4% dos domicílios — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à média estadual (23,2%), colocando o município no percentil 77 (pior faixa). Essa deficiência na destinação final ajuda a explicar o aumento de 74,9% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, alcançando 24.316 tCO₂e, valor quase quatro vezes superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 86 — um dos indicadores mais desfavoráveis do dossiê.

Quanto às emissões totais de GEE, houve redução expressiva de 82,2% desde 2010, fechando 2024 em 240.137 tCO₂e, ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Essa queda, no entanto, contrasta com o crescimento simultâneo das emissões de energia (+45,2%, para 78.654 tCO₂e) e de resíduos, sugerindo que a melhora no indicador agregado decorre principalmente da redução em outros setores (como mudança de uso da terra), e não de ganhos estruturais em saneamento ou eficiência energética.

Em síntese, o município enfrenta desafios simultâneos de baixa cobertura de água, alta perda no sistema, destinação inadequada de resíduos e pressão crescente das emissões ligadas a resíduos e energia. A combinação de infraestrutura de saneamento deficitária com aumento de emissões setoriais associadas aponta para a necessidade de investimentos prioritários em ampliação e modernização dos sistemas de abastecimento de água e destinação de resíduos, capazes de reverter simultaneamente os indicadores sociais e ambientais interligados.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.0%

2024

50
43.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

12.1%

2024

91

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

64.2%

2022

31
16.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.4%

2022

23
27.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

240.137 tCO₂e

2024

35
82.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

24.316 tCO₂e

2024

14
74.9% no período

Emissões de energia

SEEG

78.654 tCO₂e

2024

22
45.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.