São Miguel dos MilagresAL

8.687 habitantes · IBGE 2708709

IA

Resumo socioambiental

São Miguel dos Milagres apresenta um quadro socioambiental com deterioração relevante na infraestrutura de saneamento, apesar de avanços na gestão de resíduos sólidos domiciliares. A cobertura de água caiu drasticamente de 100% (2022) para 49,4% (2023), ficando muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (72,8%). Esse recuo coincide com uma explosão nas perdas de água, que saltaram de 14,8% (2022) para 58,1% em 2024 — variação de +276,7% no período —, posicionando o município no percentil 89 nacional (entre os piores do país) e próximo do já elevado patamar estadual (63,1%). A combinação de queda de cobertura com disparada de perdas sugere falhas operacionais ou de manutenção na rede, possivelmente associadas a problemas de gestão ou investimento no sistema de abastecimento.

Por outro lado, o manejo de resíduos domiciliares mostrou melhora expressiva: o destino inadequado de resíduos caiu de 32,4% (2010) para 7,6% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%) e do valor estadual (13,0%), embora a coleta domiciliar (69,8%) ainda esteja aquém da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%). Essa melhoria na destinação final, contudo, não se refletiu nas emissões de resíduos, que cresceram 59,0% desde 2010 e atingiram 3.845 tCO₂e em 2024 — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No balanço de emissões totais de GEE, o município apresenta desempenho comparativamente favorável: 19.221 tCO₂e em 2024, com queda de 70,9% frente a 2010, situando-se no percentil 8 nacional (entre os menores emissores). Chama atenção, porém, o crescimento de 160% nas emissões de energia desde 2010, atingindo 10.130 tCO₂e em 2024 — já a maior parcela do total emitido —, o que indica pressão crescente do setor energético sobre o balanço de carbono local, mesmo com o total geral em trajetória de queda.

Quanto a eventos hidrológicos, os registros de cheia (2 ocorrências em 2016) colocam o município no percentil 87 nacional, sinalizando exposição a eventos extremos superior à mediana do país (0 registros), enquanto não há registros de seca no mesmo ano. Diante desse cenário, a prioridade de gestão deveria concentrar-se na recuperação da cobertura e redução de perdas no sistema de água, dado o risco de comprometimento do abastecimento à população, associado ao histórico de eventos de cheia que pode agravar a vulnerabilidade da infraestrutura hídrica local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

49.4%

2023

50.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

58.1%

2024

11
276.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

69.8%

2022

39
3.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.6%

2022

67
76.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

19.221 tCO₂e

2024

92
70.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.845 tCO₂e

2024

67
59.0% no período

Emissões de energia

SEEG

10.130 tCO₂e

2024

64
160.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.