São MiguelRN

24.329 habitantes · IBGE 2412500

IA

Resumo socioambiental

São Miguel/RN apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu apenas 40,4% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do RN (79,8%), posicionando o município no percentil 12 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Chama atenção a queda de -29,9% em relação à série histórica, agravada por um período de zeramento da cobertura entre 2016 e 2020, o que sugere falhas de reporte ou interrupção de operação do serviço. Em contrapartida, a perda de água caiu para 37,3% em 2022, uma redução de -31,3%, mas ainda supera a mediana nacional (29,9%), embora fique abaixo da média estadual (46,1%).

Na gestão de resíduos sólidos, o percentual de domicílios com coleta chegou a 76,6% em 2022, próximo da mediana nacional (76,9%), mas ainda distante do patamar estadual (86,4%). O destino inadequado de resíduos, embora tenha caído pela metade desde 2010 (de 32,0% para 16,0%), permanece acima da mediana do país (14,9%) e bem acima do RN (9,3%), indicando que parte da população ainda não conta com destinação adequada. Essa fragilidade se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram +18,1% desde 2010, atingindo 11.700 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e no percentil 72, sinalizando que a gestão de resíduos é um ponto crítico relativamente ao restante do país.

No balanço geral de emissões de GEE, o município soma 49.454 tCO₂e em 2024, valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), o que posiciona São Miguel no percentil 21 — impacto climático comparativamente baixo em termos absolutos. Entretanto, as emissões de energia mais que dobraram no período (+104,8%), alcançando 27.535 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando uma trajetória de crescimento que merece monitoramento, especialmente se associada à expansão de infraestrutura sem eficiência energética correspondente.

Do ponto de vista hídrico, o município registrou 8 ocorrências de seca em 2016, abaixo da média estadual (1.483), mas o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de apenas 2,0, inferior à mediana nacional (4,0) e à média do RN (3,162), situando-se no percentil 14 — um alerta relevante considerando a já baixa cobertura de água tratada. A combinação entre baixa cobertura hídrica, perdas elevadas no sistema e projeção de baixa segurança hídrica futura reforça a urgência de investimentos estruturais em saneamento, sob risco de agravamento da vulnerabilidade socioambiental do município nas próximas décadas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

43.7%

2024

15
33.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.0%

2024

20
27.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.6%

2022

49
12.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.0%

2022

48
50.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

49.454 tCO₂e

2024

79
43.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.700 tCO₂e

2024

30
18.1% no período

Emissões de energia

SEEG

27.535 tCO₂e

2024

42
104.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.