São Paulo de OlivençaAM

35.196 habitantes · IBGE 1303908

IA

Resumo socioambiental

São Paulo de Olivença/AM apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 38,2% em 2024, bem inferior à mediana nacional de 73,2% e à média do Amazonas (81,3%), posicionando o município no percentil 11 do país. Mais grave é a perda de água na distribuição, que chegou a 68,9% em 2024 — mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e da UF (44,0%), colocando o município no percentil 94, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício indica ineficiência estrutural grave na gestão hídrica local.

O esgotamento sanitário revela situação ainda mais preocupante. Apenas 28,5% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022 (percentil 3), enquanto 63,6% dos domicílios ainda possuíam destino inadequado de resíduos no mesmo ano — quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e três vezes a média estadual (19,2%), no percentil 98. Embora tenha havido melhora expressiva desde 2010 (quando 99,8% dos domicílios tinham destino inadequado), o município permanece entre os piores do país. Essa deficiência sanitária se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que cresceram 87,3% entre 2010 e 2024, atingindo 16.406 tCO₂e — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando que o crescimento urbano não foi acompanhado por infraestrutura adequada de tratamento.

No balanço de gases de efeito estufa, o município mantém-se como sumidouro de carbono, com saldo de -3.173.242 tCO₂e em 2024, refletindo a cobertura florestal amazônica preservada, embora o setor de resíduos cresça de forma consistente e contrária a essa tendência positiva. As emissões de energia caíram 67,8% no período, indicando possível transição para fontes mais limpas, corroborada pelo avanço da capacidade instalada em biomassa (6 MW em 2024, acima da mediana nacional). Contudo, os registros de eventos hidrológicos extremos em 2016 (3 cheias e 2 secas, ambos acima da mediana nacional) sinalizam vulnerabilidade climática que pode se agravar caso a infraestrutura de saneamento não seja modernizada.

Em síntese, São Paulo de Olivença combina um dos piores desempenhos do Brasil em saneamento básico com um papel ambiental relevante como sumidouro de carbono. A prioridade de gestão deveria concentrar-se na redução das perdas de água e na ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos, medidas que trariam ganhos simultâneos em saúde pública e mitigação de emissões.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

38.2%

2024

11
38.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

68.9%

2024

6
14.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

28.5%

2022

3
18926.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

63.6%

2022

2
36.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

6 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-3.173.242 tCO₂e

2024

100
1.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.406 tCO₂e

2024

21
87.3% no período

Emissões de energia

SEEG

4.939 tCO₂e

2024

79
67.8% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.