São PauloSP

11.895.578 habitantes · IBGE 3550308

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Resumo socioambiental

São Paulo/SP apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e acima dos padrões nacionais: cobertura de água em 99,3% (2022) e coleta de esgoto em 100,0% (2021), ambas superiores à mediana nacional (76,5% e 87,8%, respectivamente) e ao patamar do estado de São Paulo. O tratamento de esgoto, em 97,1% (2022), também supera a média da UF (85,1%), embora tenha recuado frente ao pico de 100,0% registrado em 2020, situando o município no percentil 41 nacional — evidência de que, apesar do avanço histórico (+21,1% desde 2008), ainda há espaço para recuperar a plena capacidade de tratamento. A perda de água, em 30,1% (2022), ficou praticamente estável em relação a 2021 e é comparável à mediana nacional (29,9%), sinalizando que os ganhos expressivos obtidos desde 2008 (-20,7%) estagnaram nos últimos anos.

No eixo climático, o município figura entre os maiores emissores absolutos do país, refletindo sua escala populacional e econômica: as emissões totais de GEE somaram 25,16 milhões de tCO₂e em 2024, no percentil 100 nacional, com queda de 4,2% em relação a 2023. As emissões de energia, principal componente até recentemente, recuaram para 19,87 milhões de tCO₂e (-9,1%), enquanto as emissões de resíduos seguem em trajetória de alta, atingindo 5,40 milhões de tCO₂e (+21,5% desde 2010), tornando-se o vetor de maior pressão relativa no perfil de emissões municipal. Essa combinação — saneamento avançado mas tratamento de esgoto em relativa estagnação e emissões de resíduos crescentes — sugere que a gestão de resíduos sólidos e efluentes merece atenção prioritária, já que o crescimento desse componente contraria a tendência de queda observada nas emissões energéticas.

Na infraestrutura de destinação de resíduos, o município conta com 11 unidades licenciadas (2025), acima da mediana nacional (1 unidade), mas muito aquém do total estadual (132), e com trajetória oscilante desde 2012, sem tendência clara de expansão. Já a geração solar, embora tenha saltado de patamares residuais para 6 MW instalados (2024, +40.386,7% desde 2010), permanece modesta frente ao potencial da UF (1.217 MW) e abaixo da mediana nacional (960 kW), indicando que a transição energética local ainda é incipiente e pode ser um vetor relevante para conter as emissões de energia no médio prazo.

Gerado em 08/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.3%

2022

86
0.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2021

100
5.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

73.1%

2022

71
8.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.1%

2022

50
20.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.7%

2022

81
8.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.3%

2022

98
40.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

11

2025

100
45.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1.004 MW

SolarHidráulicaBiomassaTérmica (fóssil)

Potência solar

ANEEL (SIGA)

6 MW

2024

82
40386.7% no período

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

5 MW

2024

43
0.0% no período

Potência térmica (fóssil)

ANEEL (SIGA)

439 MW

2024

15
7.8% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

56.3%

2024

5.4% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

6 MW

2024

82
40386.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

25.157.794 tCO₂e

2024

0
4.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.400.824 tCO₂e

2024

0
21.5% no período

Emissões de energia

SEEG

19.872.466 tCO₂e

2024

0
9.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 08/07/2026.