São Pedro da Água BrancaMA

14.736 habitantes · IBGE 2111532

IA

Resumo socioambiental

São Pedro da Água Branca/MA apresenta um quadro crítico de saneamento hídrico em 2022, com cobertura de água de apenas 26,5%, resultado de uma queda abrupta de -55,5% em relação ao ano anterior (77,1%) e muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (59,6%), posicionando o município no percentil 5 do país. Paralelamente, a perda de água atingiu 84,5% em 2022, o pior patamar da série histórica, colocando o município no percentil 99 nacional (quanto maior, pior) — ou seja, entre os municípios com maior desperdício do país, muito acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (56,3%). A combinação de queda de cobertura com aumento simultâneo de perdas sugere problemas estruturais graves na rede de abastecimento, possivelmente ligados a falhas operacionais, subinvestimento ou descontinuidade na gestão do sistema.

Em contraste, os indicadores de manejo de resíduos sólidos mostram evolução positiva: a coleta domiciliar chegou a 82,3% em 2022 (+22,1% desde 2010), superando a mediana nacional (76,9%) e a UF (65,5%), no percentil 61. O destino inadequado de resíduos caiu para 12,9%, uma redução de -60,3% frente a 2010, ficando também abaixo da mediana nacional (14,9%). Essa melhoria, no entanto, não impediu o crescimento das emissões de resíduos, que subiram para 7.964 tCO₂e em 2024 (+93,4% desde 2010), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 61 — um reflexo esperado do aumento da geração de resíduos e da própria expansão da coleta, mas que reforça a necessidade de atenção ao destino final e ao tratamento adequado.

No balanço de emissões totais de GEE, o município apresentou forte oscilação, com pico de 1.530.181 tCO₂e em 2023 seguido de queda acentuada para 154.723 tCO₂e em 2024 (-85,3%), valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 53. As emissões de energia também recuaram para 7.988 tCO₂e (-59,5% desde 2010), abaixo da mediana nacional, indicando menor pressão relativa desse setor. Quanto aos riscos hídricos, houve apenas 1 registro de cheia em 2016 e nenhum registro de seca, mas o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e próximo à média da UF (2,714), sinalizando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos estruturais no sistema de abastecimento, dado o quadro já precário observado em 2022.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.5%

2024

34
3.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

83.1%

2024

2
2.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

82.3%

2022

61
22.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.9%

2022

54
60.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

154.723 tCO₂e

2024

47
85.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.964 tCO₂e

2024

41
93.4% no período

Emissões de energia

SEEG

7.988 tCO₂e

2024

69
59.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.