São Pedro da AldeiaRJ

110.556 habitantes · IBGE 3305208

IA

Resumo socioambiental

São Pedro da Aldeia/RJ apresenta indicadores de saneamento consistentemente acima dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 95,3% em 2024 (percentil 86, mediana nacional de 73,2%), enquanto a coleta de esgoto chegou a 87,5% (percentil 80, mediana nacional de 59,9%). O tratamento de esgoto, em 80,9% (2024), supera amplamente a mediana nacional de 33,3% e a média do estado (52,9%), embora tenha recuado 19,1% desde 2010, quando o município tratava 100% do esgoto coletado — indicando perda relativa de eficiência mesmo com ampliação da cobertura. Chama atenção o fato de o município operar com apenas 1 ETE (2020), no limiar da mediana nacional, sugerindo possível gargalo de capacidade instalada frente ao crescimento da coleta.

A perda de água na distribuição, em 36,2% (2024), é superior à mediana nacional (29,1%) e também à média fluminense (39,8%), e voltou a subir nos últimos anos após mínima de 27,9% em 2017 — ponto de atenção para a gestão hídrica, já que o desperdício pressiona custos operacionais sem retorno socioambiental. Em contrapartida, os domicílios com destinação inadequada de resíduos caíram para 2,1% (2022), próximo do índice estadual (2,0%) e bem abaixo da mediana nacional (14,9%), refletindo boa cobertura de coleta domiciliar (93,8%).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 266.676 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com destaque para o setor de energia, que cresceu 40,2% na década e responde por 143 mil tCO₂e — muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), posicionando o município no percentil 86. Já as emissões de resíduos caíram 77,3% desde 2010, para 12.881 tCO₂e, movimento coerente com a melhoria da destinação de resíduos, ainda que os valores negativos registrados em 2021-2022 sugiram inconsistências ou efeitos de captura de metano que merecem verificação na série.

Em síntese, São Pedro da Aldeia mantém desempenho de saneamento superior à média nacional e estadual, mas enfrenta dois desafios claros: o aumento das perdas de água, que compromete a eficiência do sistema mesmo com boa cobertura, e o crescimento das emissões ligadas à energia, que eleva o perfil de emissões do município acima do esperado para seu porte populacional.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

95.3%

2024

86
4.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

87.5%

2024

80
48.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

80.9%

2024

86
19.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

36.2%

2024

34
7.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.8%

2022

87
2.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.1%

2022

87
46.1% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

6 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

266.676 tCO₂e

2024

33
3.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.881 tCO₂e

2024

27
77.3% no período

Emissões de energia

SEEG

142.816 tCO₂e

2024

14
40.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.