São Pedro de AlcântaraSC

6.076 habitantes · IBGE 4217253

IA

Resumo socioambiental

São Pedro de Alcântara apresenta um quadro socioambiental misto, com destaque preocupante para o abastecimento de água. A cobertura caiu de 100,0% entre 2017 e 2021 para apenas 34,6% em 2022, uma queda de 56,3% em um único ano, posicionando o município no percentil 8 nacional — muito abaixo da mediana brasileira (76,5%) e da média catarinense (90,1%). Essa reversão abrupta sugere descontinuidade operacional ou mudança na base de informação do SNIS/SINISA, e merece verificação prioritária pela gestão local, especialmente porque a perda de água segue em patamar elevado (26,1% em 2022), acima do salto observado em 2020-2021 (5,6% a 6,7%), indicando possível fragilidade na manutenção da rede após esse período.

No saneamento de esgoto, a cobertura de coleta domiciliar também recuou, de 92,6% (2010) para 76,8% (2022), ficando praticamente no percentil 50 nacional, mas ainda distante da média estadual (89,7%). Por outro lado, o destino inadequado de dejetos é de apenas 4,2% (2022), bem abaixo da mediana brasileira (14,9%), embora acima do patamar catarinense (3,2%). Essa combinação — queda na cobertura formal mas baixo descarte inadequado — pode indicar uso de soluções individuais (fossas) não contabilizadas como rede coletora, um ponto que merece esclarecimento em políticas públicas locais.

Do ponto de vista climático, o município tem desempenho comparativamente positivo: as emissões totais de GEE caíram de 64.255 tCO₂e (2010) para 8.803 tCO₂e (2024), redução de 86,3%, colocando o município no percentil 5 nacional (ou seja, entre os menores emissores, muito abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e). Entretanto, essa tendência positiva não se replica nas emissões por resíduos, que cresceram 37,3% no período (de 1.884 para 2.586 tCO₂e), e nas de energia, que subiram 46,4% (de 2.215 para 3.244 tCO₂e) — sinal de que o avanço geral é puxado por outros setores (provavelmente mudança de uso da terra), enquanto resíduos e energia crescem de forma consistente com a atividade municipal, merecendo atenção em políticas de gestão de resíduos sólidos, tema diretamente ligado à cobertura de coleta discutida acima.

Por fim, o município registrou 7 ocorrências de cheia em 2016, colocando-o no percentil 99 nacional para esse indicador — um sinal de vulnerabilidade hidrológica relevante, sem registros de seca no mesmo ano. A capacidade hidráulica instalada é modesta (2 MW, estável desde 2019, percentil 32), o que, combinado aos desafios recentes em água e esgoto, reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento como prioridade para os próximos ciclos de planejamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

55.7%

2024

26
29.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.7%

2024

54
8.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.8%

2022

50
17.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.2%

2022

79
43.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

32
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

8.803 tCO₂e

2024

95
86.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.586 tCO₂e

2024

80
37.3% no período

Emissões de energia

SEEG

3.244 tCO₂e

2024

87
46.4% no período

Registros de cheia

ANA

7

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.