São Pedro do IguaçuPR
5.769 habitantes · IBGE 4125753
Resumo socioambiental
São Pedro do Iguaçu apresenta situação socioambiental mista, com avanços em saneamento no longo prazo, mas sinais de retrocesso recente que merecem atenção da gestão local. A cobertura de água atingiu 70,7% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e bem aquém do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 47. Chama atenção a série histórica: o indicador chegou a 90,5% em 2021-2022, mas caiu abruptamente para 64,3% em 2023 antes de recuperar parcialmente para 70,7% em 2024 — uma reversão que sugere possível problema de rede, medição ou expansão populacional não acompanhada de investimento, e que merece investigação. Por outro lado, a perda de água estrutural evoluiu bem, caindo de 28,1% (2010) para 17,4% (2024), ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,0%), no percentil 18 — um resultado favorável que indica eficiência operacional na distribuição, mesmo em contexto de oscilação da cobertura.
No esgotamento sanitário, a coleta domiciliar alcançou 76,7% em 2022, próxima da mediana nacional (76,9%) mas distante do patamar paranaense (90,0%). O destino inadequado de dejetos, embora tenha caído de 29,3% para 20,4% entre 2010 e 2022, permanece acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (5,6%), colocando o município no percentil 60 — pior que a maioria das cidades brasileiras. Essa lacuna em saneamento básico tem relação direta com as emissões de resíduos, que somaram 3.333 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas que reflete o desafio de tratamento adequado de efluentes e resíduos sólidos ainda não equacionado plenamente.
Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 95.794 tCO₂e em 2024, com queda de 1,5% em relação ao ano anterior e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 39 — perfil compatível com pequeno porte populacional. As emissões de energia, no entanto, cresceram 21,5% no período, atingindo 5.741 tCO₂e, embora ainda distantes da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A infraestrutura de geração hidráulica é modesta e estagnada em 230 kW desde 2014, muito abaixo da mediana nacional (10 MW), evidenciando baixa capacidade local de geração renovável.
Quanto a eventos hidrológicos extremos, os dados de 2016 registram ausência de cheias e apenas 1 ocorrência de seca, ambos compatíveis com os padrões observados no estado. Em síntese, o município demonstra eficiência na gestão de perdas hídricas e emissões controladas, mas precisa priorizar a recuperação da cobertura de água aos patamares de 2021-2022 e ampliar o tratamento de esgoto para reduzir o percentual de destinação inadequada, hoje acima da média nacional.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
70.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
17.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
76.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
230 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
230 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
95.794 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.333 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.741 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
