São Pedro do ParanáPR

2.722 habitantes · IBGE 4125902

IA

Resumo socioambiental

São Pedro do Paraná apresenta desempenho positivo em saneamento básico, com destaque para o abastecimento de água. Em 2022, a cobertura atingiu 96,1%, praticamente igual à média estadual do Paraná e bem acima da mediana nacional de 76,5% (percentil 80). As perdas na distribuição também são baixas, em 9,8%, número muito inferior à mediana nacional (29,9%) e à média do estado (29,6%), colocando o município no percentil 7 — ou seja, entre os mais eficientes do país nesse quesito. Vale notar que a cobertura recuou de 100% (2019-2021) para 96,1% em 2022, um ponto de atenção para monitoramento, ainda que o patamar continue elevado.

O manejo de resíduos sólidos, no entanto, mostra fragilidade relativa. A coleta domiciliar chega a 77,7% dos domicílios em 2022, ligeiramente acima da mediana nacional (76,9%), mas distante da média paranaense (90,0%), posicionando o município apenas no percentil 51. Mais preocupante é o destino inadequado de resíduos, que atinge 21,8% dos domicílios — proporção bem superior à mediana nacional (14,9%) e muito acima da média do Paraná (5,6%), resultando no percentil 63 (pior que a maioria dos municípios brasileiros). Ainda assim, houve melhora expressiva desde 2010, quando o índice era de 31,3%, indicando avanço, mas incompleto.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 113.896 tCO₂e em 2024, com alta de 12,6% em relação a 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 44. As emissões de resíduos, especificamente, são baixas e estáveis (1.380 tCO₂e em 2024, variação de +2,6% desde 2010), muito aquém da mediana nacional de 6.191 tCO₂e — resultado coerente com o pequeno porte populacional do município, mas que contrasta com o problema de destinação inadequada identificado no Censo, sugerindo que o volume de resíduos é pequeno, porém mal gerenciado. As emissões de energia cresceram 16,7% no período, refletindo possível aumento do consumo elétrico ou de combustíveis, mas seguem abaixo da mediana nacional.

Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (2016), o que impede avaliação de risco hidroclimático recente. Em síntese, o município exibe infraestrutura de água robusta e eficiente, mas precisa priorizar investimentos na destinação final de resíduos sólidos, área em que o desempenho fica aquém dos padrões estadual e nacional, apesar da trajetória de melhora observada na última década.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

71.1%

2024

47
16.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

13.0%

2024

90
26.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.7%

2022

51
13.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.8%

2022

37
30.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

113.896 tCO₂e

2024

56
12.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.380 tCO₂e

2024

95
2.6% no período

Emissões de energia

SEEG

5.398 tCO₂e

2024

77
16.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.