São Pedro do PiauíPI
14.046 habitantes · IBGE 2210508
Resumo socioambiental
São Pedro do Piauí/PI apresenta um quadro socioambiental misto em 2022. A cobertura de água chegou a 64,3%, com queda expressiva frente aos anos anteriores (77,3% em 2021 e picos de até 79,7% em 2020), ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (73,0%), posicionando o município no percentil 35. Mais preocupante é a perda de água, que saltou para 47,7% em 2022 — reversão da trajetória de queda observada entre 2015 e 2016 (quando chegou a 29,1%) — superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média estadual (46,4%), colocando o município no percentil 82, entre os piores do país nesse quesito. A combinação de queda na cobertura com aumento simultâneo da perda de água sugere problemas de gestão ou manutenção da infraestrutura de abastecimento que merecem atenção prioritária.
No saneamento de resíduos sólidos, o município avançou significativamente: a coleta domiciliar atingiu 80,2% em 2022, mais que dobrando desde 2010 (37,2%), superando a mediana nacional (76,9%) e a UF (70,4%), com percentil 56. O destino inadequado de resíduos caiu de 62,8% (2010) para 19,5% (2022), embora ainda acima da mediana nacional (14,9%), ficando no percentil 59 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros, mas melhor que a média do Piauí (26,3%). Essa melhoria na coleta, no entanto, não se refletiu em redução das emissões de resíduos, que cresceram 53,5% desde 2010, atingindo 7.131 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que o aumento da coleta ainda não veio acompanhado de tratamento adequado que mitigue as emissões associadas.
Em emissões totais de GEE, o município mostra grande volatilidade, com pico de 532.525 tCO₂e em 2012 e valor mais recente de 286.222 tCO₂e (2024), variação de +69,1% desde 2010, bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 69. As emissões de energia mais que dobraram no período (+119,2%), chegando a 10.296 tCO₂e em 2024, ainda assim abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A capacidade instalada de biomassa permanece estagnada em 192 kW desde 2013, muito aquém da mediana nacional (5 MW), evidenciando ausência de investimento em fontes renováveis locais nos últimos onze anos.
Quanto a eventos climáticos extremos, o município não registrou cheias em 2016, mas apresentou 7 registros de seca observada, valor inferior à média estadual (2.068), mas relevante frente à mediana nacional (0), no percentil 81. Esse dado, combinado com a elevada perda de água no sistema de abastecimento, reforça a necessidade de priorizar investimentos em infraestrutura hídrica, tanto para reduzir desperdícios quanto para aumentar a resiliência a períodos de estiagem.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
64.3%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
47.7%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
192 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
286.222 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.131 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
10.296 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
7
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
