São Pedro dos CrentesMA
5.965 habitantes · IBGE 2111573
Resumo socioambiental
São Pedro dos Crentes/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico associado a emissões de gases de efeito estufa em trajetória de alta. A cobertura de água, de 77,9% (2020), supera a mediana nacional de 76,5% e a média estadual de 59,6%, mas o saneamento de esgoto é praticamente inexistente: apenas 5,5% de coleta (2020) — muito abaixo da mediana nacional de 87,8% — e 0,0% de tratamento, ante mediana nacional de 37,7%. Essa ausência de tratamento contribui para o quadro de destinação inadequada de resíduos domiciliares, que atinge 43,9% dos domicílios (2022), posicionando o município no percentil 89 nacional (ou seja, entre os piores do país), com apenas leve melhora frente aos 45,8% de 2010. A coleta domiciliar de resíduos também recuou, de 54,2% (2010) para 47,2% (2022), variação negativa de -12,9%, distante da mediana nacional de 76,9%.
As emissões de GEE do município somaram 615.694 tCO₂e em 2024, com alta de +67,7% desde 2010, colocando São Pedro dos Crentes no percentil 84 nacional — entre os municípios mais emissores do país, embora muito abaixo do total estadual. As emissões de resíduos, de 2.885 tCO₂e (2024), mais que dobraram desde 2010 (+127,4%), refletindo o mesmo padrão de destinação inadequada de resíduos observado nos domicílios, e configuram um vetor de emissões diretamente ligado à ausência de infraestrutura de tratamento. As emissões de energia também cresceram (+54,9%, para 7.468 tCO₂e), mas ambos os setores permanecem abaixo da mediana nacional em termos absolutos.
Por outro lado, a perda de água na distribuição é baixa — 9,0% (2020) —, favorável frente à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (56,3%), indicando eficiência operacional pontual no sistema de abastecimento, ainda que a base de dados esteja defasada (2020). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, o que sugere baixa exposição climática extrema no período, mas a limitação temporal impede conclusões atualizadas sobre risco hidrológico.
Em síntese, o município exibe descompasso entre um abastecimento de água relativamente satisfatório e um sistema de esgotamento sanitário e gestão de resíduos praticamente ausente, fatores que se conectam ao crescimento expressivo das emissões de GEE, sobretudo do setor de resíduos. A prioridade de investimento indicada pelos dados é a ampliação da coleta e tratamento de esgoto e a correção da destinação inadequada de resíduos sólidos, medidas que tendem a conter simultaneamente riscos sanitários e a trajetória de emissões.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.9%
2020
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
5.5%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
9.0%
2020
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
47.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
43.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
615.694 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.885 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.468 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
