São Raimundo NonatoPI

40.784 habitantes · IBGE 2210607

IA

Resumo socioambiental

São Raimundo Nonato/PI apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento e emissões. A cobertura de água caiu para 61,5% em 2023, revertendo o pico de 91,6% alcançado em 2021 e ficando bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar do Piauí (92,3%). O tratamento de esgoto é praticamente inexistente, em 3,4% (2022), enquanto a mediana do Brasil é de 33,3% e a do estado, 21,0% — lacuna que ajuda a explicar por que 30,7% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos/esgoto (2022), taxa superior à mediana nacional (14,9%) e à estadual (26,3%), colocando o município no percentil 75 nesse indicador negativo.

Do lado positivo, a perda de água na distribuição recuou fortemente, de 64,0% (2022) para 39,3% em 2023, a menor da série histórica, embora ainda acima da mediana nacional (29,1%) e da referência estadual (23,6%). A coleta domiciliar de resíduos evoluiu de 61,1% (2010) para 68,2% (2022), mas permanece abaixo da mediana do país (76,9%) e ligeiramente inferior ao patamar estadual (70,4%), no percentil 36 — ou seja, mais de um quarto da população segue sem coleta regular.

O eixo mais crítico é o de emissões. O município saltou de valores negativos (sequestro líquido de carbono) até 2020 para 216.760 tCO₂e em 2024, alta de 490,1% em relação a 2020, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando-se no percentil 62. As emissões de energia mais que dobraram no período (+125,6%, para 102.628 tCO₂e), e as de resíduos cresceram de forma constante e menos volátil (+66,4% desde 2010, atingindo 20.564 tCO₂e em 2024), ambas muito acima das medianas nacionais e nos percentis 82 e 83, respectivamente — padrão coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e de destinação adequada de resíduos, que tende a intensificar emissões do setor.

Em recursos hídricos, os dados de 2016 registram ausência de eventos de cheia, mas 12 registros de seca observada, no percentil 90 nacional, sinalizando vulnerabilidade estrutural à escassez hídrica que se conecta à queda recente da cobertura de água. O quadro geral aponta para a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura de esgotamento sanitário e gestão de resíduos, com potencial de conter simultaneamente a deterioração dos indicadores de saneamento e o crescimento das emissões municipais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.5%

2023

0.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

3.4%

2022

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.3%

2023

39.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.2%

2022

36
11.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.7%

2022

25
21.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

216.760 tCO₂e

2024

38
490.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

20.564 tCO₂e

2024

17
66.4% no período

Emissões de energia

SEEG

102.628 tCO₂e

2024

18
125.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.