São RoqueSP
81.342 habitantes · IBGE 3550605
Resumo socioambiental
São Roque apresenta avanço expressivo no abastecimento de água, com cobertura saltando de 62,6% em 2010 para 83,5% em 2024 (+33,5%), impulsionado principalmente pelo salto ocorrido em 2023. Ainda assim, o município permanece abaixo da mediana nacional (73,2%) situada próxima, mas distante da UF (96,6%), posicionando-se no percentil 66. Um ponto crítico é a perda de água na distribuição, que apesar da melhora recente (de 56,6% em 2010 para 43,4% em 2024) segue muito acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (28,2%), no percentil 76 — ou seja, o município perde proporcionalmente mais água do que a maioria dos municípios brasileiros, o que compromete a eficiência dos ganhos de cobertura.
O saneamento de esgoto mostra um quadro dual: a coleta está estagnada e até recuou frente ao histórico, de 71,6% em 2009 para 51,6% em 2024 (-28,0%), abaixo da mediana nacional (59,9%) e bem distante da UF (92,5%), no percentil 42. Por outro lado, o tratamento evoluiu de forma notável, saindo de 0% até 2016 para 70,7% em 2024, superando tanto a mediana nacional (33,3%) quanto a própria UF (66,6%), no percentil 77 — indicando que o esgoto efetivamente coletado é tratado com boa eficiência, mesmo com apenas 1 ETE registrada (2020). Essa combinação sugere que o gargalo do saneamento está na expansão da rede coletora, não na capacidade de tratamento instalada.
Na gestão de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são positivos: cobertura de coleta em 86,0% (2022, acima da mediana nacional de 76,9%) e destinação inadequada baixíssima, em 1,1% (2022), muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e equivalente à UF (1,0%). Contudo, as emissões de GEE oriundas de resíduos cresceram 78,9% desde 2010, atingindo 46.242 tCO₂e em 2024, valor muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 93 — um contraste relevante entre boa cobertura de coleta e alto impacto climático do destino final dos resíduos, provavelmente associado à disposição em aterro sem captura de metano.
No balanço geral de emissões, o município reduziu suas emissões totais de GEE em 12,5% desde 2010, para 264.017 tCO₂e em 2024, ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 67. As emissões de energia dominam o perfil (252.951 tCO₂e, percentil 91), enquanto a matriz de geração renovável local é pouco expressiva, com potência de biomassa estagnada em 364 kW desde 2010, muito abaixo da mediana nacional (5 MW). O único registro de evento climático extremo (cheia, 2016) foi pontual, sem indicação de seca. Em síntese, São Roque avança em cobertura de água e tratamento de esgoto, mas precisa priorizar a redução de perdas hídricas, a expansão da coleta de esgoto e a mitigação das emissões associadas a resíduos e energia.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
51.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
70.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
43.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
364 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
264.017 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
46.242 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
252.951 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
