São Salvador do TocantinsTO
2.385 habitantes · IBGE 1720259
Resumo socioambiental
São Salvador do Tocantins apresenta quadro socioambiental misto, com avanços no abastecimento de água mas fragilidades importantes em saneamento de esgoto e perdas do sistema hídrico. A cobertura de água atingiu 81,5% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima do patamar estadual (86,6%), posicionando o município no percentil 58 do país. Contudo, essa evolução positiva é comprometida pela perda de água de 43,7% no mesmo ano — bem superior à mediana nacional (29,9%) e à média do Tocantins (34,3%), colocando o município no percentil 77 (pior situação). Vale notar que essa perda já foi ainda mais crítica em 2020 (68,0%), sugerindo que, apesar da melhora recente, a eficiência operacional do sistema permanece um ponto de atenção estrutural.
O saneamento de esgoto é o indicador mais preocupante do dossiê. A coleta de esgoto atende apenas 64,2% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (79,1%), com leve retração de 3,2% desde 2010. Consequentemente, o destino inadequado de dejetos atinge 35,7% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional e da média do Tocantins (ambas 14,9%), situando o município no percentil 81 (entre os piores do país). Essa lacuna sanitária tem relação direta com as emissões de resíduos, que somaram 1.199 tCO₂e em 2024 — embora esse valor seja muito inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), a tendência de alta de 13,5% desde 2010 acompanha o crescimento populacional e reforça a necessidade de investimentos em tratamento antes que o problema se agrave.
Em relação às emissões totais de GEE, o município registrou 543.237 tCO₂e em 2024, valor muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-o no percentil 81 — entre os municípios mais emissores do país, ainda que distante da escala estadual (99,3 milhões tCO₂e). A série histórica é marcada por forte oscilação, com pico de 922.652 tCO₂e em 2020, provavelmente associado a mudanças de uso do solo, já que as emissões de energia (3.022 tCO₂e) e resíduos são comparativamente pequenas e não explicam esse volume. Por outro lado, as emissões de energia caíram 18,0% desde 2010, e o município detém expressiva capacidade de geração hidráulica instalada (371 MW, percentil 93 nacional), o que indica potencial relevante para a matriz energética regional, embora sem variação na última década.
Não há registros de eventos de cheia ou seca no município em 2016, mas a ausência de atualizações mais recentes nessas séries limita a análise de riscos climáticos atuais. Em síntese, os desafios prioritários para a gestão local concentram-se na redução das perdas de água, na ampliação da cobertura de esgotamento sanitário e no monitoramento das emissões associadas ao uso do solo, áreas em que o município está aquém dos parâmetros nacionais e estaduais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
36.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
64.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
35.7%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
371 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
371 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
543.237 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.199 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.022 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
