São Sebastião da AmoreiraPR

8.100 habitantes · IBGE 4126009

IA

Resumo socioambiental

São Sebastião da Amoreira apresenta em 2024 cobertura de água de 93,1%, patamar acima da mediana nacional (73,2%) e da média paranaense (89,5%), posicionando o município no percentil 83 do país. Contudo, houve queda em relação ao pico de 100% mantido entre 2016 e 2022, com recuo para 90,6% em 2023 e leve recuperação parcial em 2024. Esse retrocesso é acompanhado por um problema mais crítico: a perda de água atingiu 37,1% em 2024, maior valor da série histórica, representando alta de 72,9% desde 2010 e superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a média do Paraná (29,0%). O município está no percentil 67 nesse indicador, o que sinaliza ineficiência crescente na gestão da rede de abastecimento, mesmo com boa cobertura formal.

No saneamento de esgoto, a evolução é positiva: a coleta domiciliar chegou a 93,6% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (90,0%), colocando o município no percentil 87. O destino inadequado de resíduos domiciliares caiu para 6,2% no mesmo ano, queda de 43,7% desde 2010, embora ainda ligeiramente superior à média paranaense (5,6%), o que explica o percentil 29 — abaixo do potencial esperado para um município com boa cobertura de coleta.

Em emissões de GEE, o município mantém desempenho favorável: o total de 52.589 tCO₂e em 2024 é bem inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), com queda de 12,1% desde 2010, situando-o no percentil 22 (quanto menor, melhor posição relativa). As emissões de resíduos, de 3.691 tCO₂e, também estão abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e coerentes com a evolução positiva da coleta e destinação adequada de resíduos. Já as emissões de energia (8.816 tCO₂e) subiram 2,5% em 2024, mas permanecem menos da metade da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados na série disponível (2016), o que limita a análise de risco hidrológico recente. Em síntese, o município combina bons indicadores de saneamento e baixas emissões relativas, mas exige atenção prioritária para as perdas físicas de água, cujo agravamento contínuo compromete a eficiência do sistema de abastecimento e pode indicar necessidade de investimento em manutenção e modernização da infraestrutura hídrica.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.1%

2024

83
3.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

37.1%

2024

33
72.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.6%

2022

87
5.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.2%

2022

71
43.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

52.589 tCO₂e

2024

78
12.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.691 tCO₂e

2024

68
0.8% no período

Emissões de energia

SEEG

8.816 tCO₂e

2024

67
2.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.