São Sebastião do OesteMG
9.355 habitantes · IBGE 3164605
Resumo socioambiental
São Sebastião do Oeste apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu 62,8% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 36. Mais grave é a situação do tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% durante toda a série histórica (2013-2024), enquanto a coleta de esgoto, que chegou a superar 95% entre 2013 e 2021, sofreu forte retração para 74,4% em 2024 — uma queda de 23,9% no período, sinalizando possível desativação ou falha na rede coletora. A ausência total de tratamento, mesmo com coleta relativamente elevada, indica que o esgoto captado é lançado sem tratamento no ambiente, o que ajuda a explicar o aumento das emissões de resíduos, que saltaram de 3.683 para 6.146 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+66,9%), ficando praticamente na mediana nacional (6.191 tCO₂e).
A perda de água na distribuição é outro ponto crítico: passou de apenas 8,3% em 2010 para 36,7% em 2024, um crescimento de 340,6% que supera a mediana nacional (29,1%) e a média estadual (35,8%), colocando o município no percentil 66 (pior que a maioria). Essa deterioração operacional do sistema de abastecimento é incompatível com a recente recuperação da cobertura de água, sugerindo ineficiência na gestão da infraestrutura hídrica, com desperdício crescente mesmo diante da expansão do atendimento.
Por outro lado, os indicadores de destinação de resíduos domiciliares mostram avanço expressivo: o destino inadequado caiu de 32,0% para 8,9% entre 2010 e 2022 (-72,3%), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da média de Minas Gerais (7,4%). A coleta domiciliar de resíduos evoluiu de 68,0% para 81,7% no mesmo período, superando a mediana nacional (76,9%).
No campo climático, as emissões totais de GEE cresceram 95,1% entre 2010 e 2024, atingindo 188.312 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 59. As emissões de energia mais que dobraram (+125,5%, chegando a 25.438 tCO₂e), refletindo pressão crescente do setor energético local. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, mas a limitação temporal desses dados impede conclusões sobre riscos hidrológicos recentes. Em conjunto, os dados apontam para a necessidade urgente de investimento em infraestrutura de tratamento de esgoto e redução de perdas no sistema de água, dado o descompasso entre coleta e tratamento e o agravamento das perdas físicas da rede.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
62.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
74.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
36.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
188.312 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.146 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
25.438 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
