São Sebastião do ParaísoMG
74.742 habitantes · IBGE 3164704
Resumo socioambiental
São Sebastião do Paraíso apresenta saneamento acima da média nacional, mas com trajetória de deterioração recente. A cobertura de água atingiu 86,1% em 2024, superior à mediana do Brasil (73,2%) e próxima da média mineira (83,3%, percentil 71), porém com queda de 6,7% frente ao início da série histórica. A coleta de esgoto, de 82,5% em 2024, também supera a mediana nacional (59,9%) e a UF (78,2%, percentil 73), mas recuou 17,5% desde os 100% registrados até 2014, indicando perda de universalização ao longo da década. Em contrapartida, o tratamento de esgoto evoluiu de forma expressiva, saindo de 0% em 2015 para 76,1% em 2024, bem acima da mediana nacional (33,3%) e estadual (44,6%), colocando o município no percentil 82 — um avanço estrutural relevante, sustentado por apenas 2 ETEs (2020), já acima da mediana nacional (1 unidade).
A perda de água, de 21,0% em 2024, é inferior à mediana nacional (29,1%) e à média mineira (35,8%), situando o município no percentil 27 (favorável), mas a série mostra alta de 35,6% desde 2010, com oscilações que sinalizam necessidade de atenção à manutenção da rede — especialmente porque a expansão do tratamento de esgoto não veio acompanhada de eficiência crescente na distribuição de água. Os indicadores de resíduos domiciliares são positivos: 93,9% de domicílios com coleta (2022) e apenas 2,2% com destino inadequado, ambos muito melhores que as medianas nacionais (76,9% e 14,9%, respectivamente) e que a média de Minas Gerais.
No campo climático, as emissões totais de GEE caíram 36,4% desde 2010, chegando a 352.064 tCO₂e em 2024, mas ainda no percentil 73 nacional, refletindo emissões proporcionalmente altas para o porte do município. Chama atenção o comportamento oposto entre setores: emissões de energia caíram 5,5% na década, mas voltaram a subir desde 2020 (de 108 mil para 173 mil tCO₂e), enquanto as emissões de resíduos cresceram continuamente, +46,4% desde 2010, atingindo 36.347 tCO₂e em 2024 — no percentil 91, uma das posições mais desfavoráveis do dossiê. Esse crescimento contínuo das emissões de resíduos contrasta com os bons indicadores de cobertura de coleta e destinação adequada, sugerindo que o problema está mais associado à geração e tratamento dos resíduos do que ao acesso ao serviço.
Em síntese, o município mantém posição relativamente favorável em saneamento básico e gestão de resíduos domiciliares frente ao cenário nacional e estadual, com destaque para o avanço no tratamento de esgoto. Entretanto, a queda na cobertura de água e esgoto desde 2015, a oscilação nas perdas hídricas e o crescimento persistente das emissões de resíduos indicam pontos de atenção que demandam investimento contínuo em manutenção de infraestrutura e em gestão de resíduos sólidos, sob risco de reversão dos ganhos ambientais conquistados na última década.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
82.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
76.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
21.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
352.064 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
36.347 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
173.475 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
