São Sebastião do UmbuzeiroPB

3.376 habitantes · IBGE 2515203

IA

Resumo socioambiental

São Sebastião do Umbuzeiro/PB apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com deterioração recente em indicadores-chave. A cobertura de água caiu para 70,1% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (77,2%), situando o município no percentil 42. Mais grave é o colapso do tratamento de esgoto, que despencou de 100,0% em 2020 para 0,0% em 2022 — uma queda de 100% —, mesmo havendo 1 ETE registrada no município (2020), equivalente à mediana nacional. Essa reversão sugere paralisação ou desativação da estação de tratamento, com risco direto de lançamento de esgoto in natura no meio ambiente, apesar de a coleta de esgoto se manter elevada, em 96,6% (2020), bem acima da mediana do Brasil (87,8%) e da Paraíba (64,8%).

A perda de água na distribuição é um alerta crítico: saltou de patamares próximos a 20-25% entre 2013 e 2020 para 60,3% em 2022, superando amplamente a mediana nacional (29,9%) e a estadual (37,3%), colocando o município no percentil 93 — entre os piores do país. Esse desperdício, combinado à queda na cobertura de água, indica possível degradação da infraestrutura hidráulica, com impacto direto na eficiência do sistema e no acesso da população. No campo dos resíduos sólidos, a situação também é desfavorável: apenas 53,6% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado atinge 29,4% dos domicílios, quase o dobro da mediana do Brasil (14,9%) e da UF (15,4%), no percentil 73.

Em contraste, o perfil de emissões de GEE do município é comparativamente baixo frente ao cenário nacional: as emissões totais somaram 26.971 tCO₂e em 2024, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 10. Contudo, chama atenção o crescimento acentuado das emissões de energia, que mais que dobraram desde 2010 (+123,0%, atingindo 2.378 tCO₂e em 2024), e das emissões por resíduos, que cresceram 42,5% no mesmo período (1.646 tCO₂e em 2024) — tendência coerente com a queda na cobertura de coleta e tratamento observada no saneamento. Some-se a isso o histórico de eventos climáticos extremos: o município registrou 14 ocorrências de seca e 1 de cheia em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), reforçando a vulnerabilidade hídrica já evidenciada pelas altas perdas de água.

Em síntese, o município exige atenção prioritária para a retomada do tratamento de esgoto, controle das perdas na rede de água e ampliação da coleta de resíduos, medidas que tendem a conter o crescimento das emissões associadas a resíduos e a reduzir riscos sanitários e ambientais à população.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.3%

2024

69
12.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

36.2%

2023

63.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

100.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.0%

2024

48

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.6%

2022

18
19.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.4%

2022

27
12.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

26.971 tCO₂e

2024

90
7.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.646 tCO₂e

2024

93
42.5% no período

Emissões de energia

SEEG

2.378 tCO₂e

2024

91
123.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.