São SimãoSP
13.590 habitantes · IBGE 3550902
Resumo socioambiental
São Simão/SP apresenta situação mista no saneamento básico. A cobertura de água atingiu 99,5% em 2022, com salto expressivo em relação aos anos anteriores (patamar de 88-90% entre 2012 e 2021), superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (95,2%), posicionando o município no percentil 87 do país. A coleta de esgoto também é elevada, em 97,9% (2021), acima da mediana nacional (87,8%) e da UF (94,6%), embora venha em leve queda desde 2012, quando era universal (100%). O ponto crítico do saneamento é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% durante toda a série histórica (2012-2022), enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a média estadual de 69,6% — um déficit grave que contrasta com a boa cobertura de coleta e sugere que o esgoto coletado é lançado sem tratamento, com potencial impacto em corpos hídricos locais.
A perda de água na distribuição também preocupa: 49,2% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (32,1%), colocando o município no percentil 84 (pior faixa) do país. A série é instável, oscilando entre 0% (possível ausência de dados) e picos de até 50%, o que indica tanto problemas reais de perdas físicas/comerciais quanto possível fragilidade no reporte ao SNIS. Do lado da gestão de resíduos domiciliares, o quadro é mais favorável: 92,5% dos domicílios com coleta (2022) e apenas 5,3% com destino inadequado, ambos melhores que as medianas nacionais (76,9% e 14,9%, respectivamente), embora a UF apresente desempenho ainda superior (89,7% e 1,0%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 338.590 tCO₂e em 2024, com alta de +35,4% desde 2010, situando o município no percentil 73 nacional (mediana de 138.513 tCO₂e). O crescimento é puxado principalmente pelo setor de energia, que saltou de 52.590 tCO₂e (2010) para 204.107 tCO₂e (2024) — variação de +288,1% —, colocando São Simão no percentil 90 nacional neste segmento, um dos mais críticos do dossiê. As emissões de resíduos também cresceram +54,2% no período, atingindo 8.410 tCO₂e em 2024 (percentil 61), evolução coerente com a ausência de tratamento de esgoto e o aumento da geração de resíduos associado à atividade urbana.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (ANA, 2016), mas a base é limitada a um único ano, o que impede avaliar tendências de risco hidrológico. Em síntese, São Simão combina bons indicadores de acesso a água e coleta de resíduos com dois passivos estruturais relevantes — ausência total de tratamento de esgoto e elevadas perdas de água — que, somados ao crescimento acelerado das emissões de energia, devem orientar prioridades de investimento em infraestrutura de saneamento e eficiência energética nos próximos ciclos de planejamento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
91.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
49.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
338.590 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.410 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
204.107 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
