São ToméPR
5.290 habitantes · IBGE 4126108
Resumo socioambiental
São Tomé/PR apresenta em 2024 uma situação sanitária mista, com pontos fortes em saneamento básico mas sinais de retrocesso recente em água. A cobertura de água atingiu 91,5% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da média do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 80. Contudo, houve queda de -1,9% em relação ao ano anterior e uma deterioração mais acentuada frente ao período 2015-2022, quando o município manteve 100,0% de cobertura por oito anos consecutivos — a série indica ruptura em 2023 (83,9%) da qual o município ainda não se recuperou plenamente. A perda de água na distribuição, de 21,6%, é inferior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (29,0%), mas representa piora de 8,0% frente a 2023, o que merece atenção operacional dado o contexto de queda simultânea na cobertura.
O esgotamento sanitário mostra evolução expressiva desde 2018. A coleta de esgoto chegou a 62,0% em 2024, superando a mediana nacional (59,9%), embora ainda distante da média paranaense (82,9%). O tratamento de esgoto, em 52,7%, também supera a mediana do país (33,3%), mas fica aquém do padrão estadual (78,8%). É importante notar que ambos os indicadores recuaram marginalmente frente a 2021-2022, sugerindo estabilização após o forte avanço da década. Essa evolução do saneamento se reflete no indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que caiu de 11,5% (2010) para 3,2% (2022) — bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média do Paraná (5,6%), colocando o município no percentil 17 (favorável) desse indicador.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 141.597 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com queda acentuada de -50,6% frente a 2010, puxada principalmente pela redução nas emissões de energia, que caíram de 194.651 tCO₂e (2010) para 8.465 tCO₂e (2024), variação de -95,7%. Em contrapartida, as emissões de resíduos cresceram +32,7% no mesmo tipo de comparação (2010-2024), atingindo 4.412 tCO₂e, movimento coerente com a expansão da coleta de esgoto e do atendimento domiciliar, que tende a aumentar a carga de resíduos tratados registrada nos inventários setoriais.
Em geração de energia renovável, o município mantém estável desde 2010 uma potência de biomassa de 6 MW, acima da mediana nacional (5 MW), embora marginal frente à escala estadual (1.393 MW). Os registros de eventos hidrológicos extremos (1 cheia e 2 secas em 2016, únicos dados disponíveis) não permitem avaliação de tendência, mas situam o município abaixo da média estadual de ocorrências, sem indicar vulnerabilidade crítica no período observado.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
62.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
52.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
21.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.2%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
6 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
141.597 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.412 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.465 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
