São Valentim do SulRS

2.255 habitantes · IBGE 4319711

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Resumo socioambiental

São Valentim do Sul apresenta desempenho sólido em saneamento básico, com indicadores acima da média nacional na maioria dos quesitos. A cobertura de água atingiu 91,5% em 2022, superior à mediana brasileira (76,5%) e à média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 73. A perda de água, de apenas 1,1%, é excepcionalmente baixa frente à mediana nacional de 29,9%, colocando o município no percentil 2 (entre os melhores do país nesse quesito). A coleta de resíduos domiciliares também evoluiu bem, alcançando 91,3% dos domicílios em 2022 (ante 79,2% em 2010), acima da mediana nacional (76,9%). O destino inadequado de resíduos caiu de 20,8% para 4,5% no mesmo período, patamar idêntico à média estadual, embora ainda haja espaço para avanço, já que o indicador se mantém no percentil 23 nacionalmente.

O quadro de emissões de GEE, no entanto, chama atenção. Após anos de estabilidade na faixa de 40 a 70 mil tCO₂e, o total municipal saltou para 286.306 tCO₂e em 2024, alta de 215% frente a 2010 e bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), levando o município ao percentil 69. Esse salto não é explicado pelos setores de resíduos ou energia, que seguiram trajetórias distintas: as emissões de resíduos cresceram moderadamente (+32,7% desde 2010, para 1.239 tCO₂e em 2024), permanecendo muito abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 3); já as emissões de energia recuaram 53,4%, para 3.138 tCO₂e, também bem inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 12). Isso indica que o aumento expressivo das emissões totais em 2024 decorre de outro setor (provavelmente mudança de uso da terra ou agropecuária), não capturado pelos indicadores de resíduos e energia aqui disponíveis, e merece investigação específica pela gestão local.

Em relação a eventos hidrológicos, o único registro disponível (2016) aponta 1 ocorrência de cheia e 4 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), situando o município nos percentis 76 e 72, respectivamente — sinal de vulnerabilidade climática que, combinado ao salto recente de emissões, reforça a necessidade de monitoramento ambiental contínuo.

Em síntese, São Valentim do Sul exibe gestão eficiente de água e resíduos sólidos urbanos, com indicadores consistentemente superiores à média nacional e estadual. O ponto de atenção prioritário para gestores é o expressivo aumento das emissões totais de GEE em 2024, cuja origem não está associada aos setores de energia ou resíduos, exigindo análise mais detalhada por fonte emissora para orientar políticas públicas de mitigação.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
6.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

3.5%

2024

99
93.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.3%

2022

80
15.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.5%

2022

77
78.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

286.306 tCO₂e

2024

31
215.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.239 tCO₂e

2024

97
32.7% no período

Emissões de energia

SEEG

3.138 tCO₂e

2024

88
53.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.