São Valério do SulRS

2.594 habitantes · IBGE 4319737

IA

Resumo socioambiental

São Valério do Sul/RS apresenta um quadro socioambiental misto, com desempenho positivo em recursos hídricos e emissões, mas fragilidades importantes em saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 78,7% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%), embora tenha recuado 21,3 pontos percentuais desde níveis próximos de 100% mantidos entre 2009 e 2021 — uma queda expressiva que merece investigação. A perda de água, por sua vez, é baixa e favorável: 8,7% em 2022, bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à média do RS (36,5%), posicionando o município no percentil 6, entre os melhores do país nesse quesito.

O maior desafio do município está no esgotamento sanitário. Apenas 46,9% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (82,7%), com o município no percentil 12. Coerentemente, o destino inadequado de esgoto atinge 47,6% dos domicílios, quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e dez vezes a média do RS (4,5%), colocando o município no percentil 91 — entre os piores do país. Apesar da melhora desde 2010 (era 55,8%), o ritmo de avanço é insuficiente para aproximar o município dos padrões nacionais.

Em emissões de GEE, o município tem performance favorável frente ao Brasil: as 15.027 tCO₂e emitidas em 2024 representam apenas fração da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 6. Contudo, a trajetória de resíduos e energia é preocupante: emissões de resíduos cresceram 43,4% desde 2010 (de 919 para 1.318 tCO₂e), refletindo diretamente a carência de saneamento adequado, enquanto as emissões de energia praticamente triplicaram (+176,3%), passando de 343 para 946 tCO₂e no período. Ainda assim, ambos os indicadores permanecem muito abaixo das medianas nacionais.

Por fim, os registros de eventos extremos (1 cheia e 5 secas em 2016, únicos dados disponíveis) colocam o município no percentil 76 nacional, sinal de exposição climática relevante que, combinada à baixa cobertura de esgoto, reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura sanitária e de monitoramento hídrico contínuo para reduzir riscos socioambientais futuros.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

97.5%

2024

90
0.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.4%

2024

69
34.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

46.9%

2022

12
5.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

47.6%

2022

9
14.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

15.027 tCO₂e

2024

94
4.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.318 tCO₂e

2024

96
43.4% no período

Emissões de energia

SEEG

946 tCO₂e

2024

98
176.3% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.