São Vicente de MinasMG

6.935 habitantes · IBGE 3165305

IA

Resumo socioambiental

São Vicente de Minas apresenta saneamento básico com resultados mistos, mas com trajetória recente positiva. A cobertura de água atingiu 88,0% em 2024, superando a mediana nacional (73,2%) e a média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 74 — um salto expressivo frente aos 79,2% de 2023. A coleta de esgoto é praticamente universal, com 100,0% em 2023, muito acima da mediana nacional (59,9%) e do estado (78,2%). Contudo, esse avanço é neutralizado por um problema crítico: o tratamento de esgoto é 0,0% desde 2010, enquanto a mediana nacional já alcança 33,3% e a mineira 44,6%. Ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que representa um passivo ambiental relevante e contraditório com a boa cobertura de coleta.

A perda de água na distribuição também é motivo de atenção: saltou de 19,1% (2023) para 27,9% em 2024, variação acumulada de +117% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), no percentil 47. Esse aumento recente merece monitoramento, pois pode indicar deficiências na infraestrutura de distribuição concomitantes à expansão da cobertura de água. Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, o município está em situação favorável: 90,0% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,1%), com apenas 8,9% de destinação inadequada, abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do valor mineiro (7,4%).

Em emissões de GEE, o município registrou 94.673 tCO₂e em 2024, patamar bem inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 39, com alta volatilidade histórica (pico de 144.056 tCO₂e em 2022). As emissões de resíduos caíram 8,8% desde 2010, para 4.747 tCO₂e, coerente com a boa gestão de coleta e destinação observada nos indicadores do IBGE. Já as emissões de energia cresceram 21,2% no período, para 9.913 tCO₂e, ainda assim abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de cheias ou secas reportados pela ANA (2016), sem indicação de eventos extremos no período disponível.

Em síntese, o município evolui bem em cobertura de água, coleta de esgoto e gestão de resíduos, superando referências nacionais na maioria dos indicadores. O ponto crítico que demanda ação prioritária é a ausência total de tratamento de esgoto, que compromete os ganhos obtidos na coleta e pode agravar impactos ambientais nos corpos hídricos locais, além do aumento recente das perdas de água, que sinaliza necessidade de investimento em infraestrutura de distribuição.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

88.0%

2024

74
3.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

6.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

27.9%

2024

53
117.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.0%

2022

77
0.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.9%

2022

64
17.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

94.673 tCO₂e

2024

61
14.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.747 tCO₂e

2024

60
8.8% no período

Emissões de energia

SEEG

9.913 tCO₂e

2024

65
21.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.