São Vicente do SeridóPB
10.620 habitantes · IBGE 2515401
Resumo socioambiental
São Vicente do Seridó/PB apresenta quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 38,0% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e média estadual de 77,2%, posicionando o município no percentil 10 do país. A situação é agravada pela perda de água de 43,1% (2022), superior à mediana nacional (29,9%) e à média da Paraíba (37,3%), com salto de 205,5% desde 2008 — indicando que, além de pouco acesso, o sistema distribui água de forma ineficiente, provavelmente por falta de investimento em infraestrutura.
O esgotamento sanitário é ainda mais preocupante: a coleta de esgoto era de apenas 5,2% em 2018 (último dado disponível), frente a mediana nacional de 87,8%, e não há qualquer tratamento registrado (0,0%), enquanto o Brasil trata em mediana 37,7% do esgoto coletado. Essa lacuna se reflete nos dados do Censo: 50,9% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos (2022), colocando o município no percentil 93 nacional — entre os piores do país —, e apenas 47,8% dos domicílios contam com coleta, também muito aquém da mediana nacional (76,9%). Houve alguma melhora entre 2010 e 2022, mas os níveis seguem críticos.
Do ponto de vista climático, o município tem emissões totais de GEE relativamente baixas em termos absolutos — 5.511 tCO₂e em 2024, no percentil 4 nacional —, com queda de 59,5% desde 2010, refletindo o pequeno porte da economia local. Contudo, chama atenção a trajetória oposta das emissões por resíduos, que cresceram 33,3% no período e hoje representam a maior parcela das emissões do município (5.255 tCO₂e), superando inclusive as emissões de energia (3.750 tCO₂e, alta de 67,6%). Essa combinação — baixíssima cobertura de esgoto, ausência de tratamento e emissões de resíduos em ascensão — sugere que a gestão de resíduos sólidos e líquidos é o principal vetor de pressão ambiental do município, exigindo prioridade em investimentos de saneamento.
Por fim, os registros históricos de eventos extremos (2 cheias e 16 secas em 2016) posicionam o município entre os mais vulneráveis do estado (percentis 87 e 96, respectivamente), reforçando a necessidade de políticas integradas de segurança hídrica que enfrentem simultaneamente a escassez de água tratada, as perdas na distribuição e a exposição a eventos climáticos extremos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
25.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
5.2%
2018
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2018
Perda de água
SNIS/SINISA
58.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
47.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
50.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
5.511 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.255 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.750 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
16
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
