São Vicente FérrerPE

17.176 habitantes · IBGE 2613800

IA

Resumo socioambiental

São Vicente Férrer/PE apresenta déficit estrutural de saneamento básico, com desempenho abaixo da mediana nacional na maioria dos indicadores. A cobertura de água atingiu 54,6% em 2022, crescimento expressivo de +31,7% desde 2008, mas ainda distante da mediana brasileira (76,5%) e da média estadual (86,7%), posicionando o município no percentil 24. A coleta de esgoto estagnou em 65,0% (2020), enquanto o tratamento de esgoto é nulo (0,0% em 2022), contra mediana nacional de 37,7% — ou seja, o esgoto coletado não recebe qualquer tratamento, agravando riscos de contaminação ambiental e de saúde pública. Esse quadro é reforçado pelo dado censitário de domicílios com coleta, que caiu de 65,4% (2010) para 56,6% (2022), e pela persistência de 22,7% dos domicílios com destino inadequado de resíduos, acima da mediana nacional (14,9%).

Do lado positivo, a perda de água na distribuição caiu de 75,3% (2008) para 37,6% (2022), redução de 50% no período, sinalizando ganhos de eficiência operacional — ainda que o índice permaneça pior que a mediana nacional (29,9%) e melhor apenas que a média estadual (43,5%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 72.763 tCO₂e em 2024, com alta de 59,9% desde 2010 e oscilações relevantes na série, mas abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, no entanto, chegam a 10.920 tCO₂e (2024), quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 69 — resultado coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a alta proporção de destinação inadequada de resíduos domiciliares. As emissões de energia (19.241 tCO₂e) já superam a mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo crescimento de 44,9% desde 2010.

Os registros hidrológicos de 2016 indicam exposição a eventos extremos: 1 registro de cheia e 7 de seca, ambos no contexto estadual de maior incidência (percentis 76 e 81, respectivamente). Em síntese, o município requer investimento prioritário em infraestrutura de esgotamento sanitário e tratamento, já que a lacuna nesse setor está diretamente associada ao desempenho desfavorável nas emissões de resíduos, mesmo com avanços recentes na redução de perdas de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

43.4%

2024

15
12.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

65.0%

2020

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

Perda de água

SNIS/SINISA

42.0%

2024

25
42.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

56.6%

2022

22
13.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.7%

2022

36
34.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

72.763 tCO₂e

2024

69
59.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.920 tCO₂e

2024

31
23.3% no período

Emissões de energia

SEEG

19.241 tCO₂e

2024

50
44.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.