SapirangaRS
77.898 habitantes · IBGE 4319901
Resumo socioambiental
Sapiranga apresenta quadro socioambiental bastante desigual entre saneamento de água e esgoto. A cobertura de água atingiu 78,1% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo do patamar estadual (86,2%), no percentil 57. Chama atenção a trajetória recente: o município chegou a 98,0% em 2022, mas recuou para 92,4% em 2023 e depois para 78,1% em 2024, sinalizando possível instabilidade na gestão ou nos critérios de medição do sistema. A perda de água, por outro lado, mostrou melhora expressiva, caindo de 51,1% (2019) para 24,0% em 2024, ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), o que indica ganhos reais de eficiência operacional na distribuição.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. A coleta de esgoto está em apenas 9,8% (2024), muito distante da mediana nacional (59,9%) e da média gaúcha (47,8%), posicionando Sapiranga no percentil 8 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto, embora tenha saído de zero em 2021 para 17,2% em 2024, também permanece abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (30,1%). Paradoxalmente, os dados censitários de coleta domiciliar de resíduos sólidos e destino inadequado são excelentes (97,2% e 0,4% em 2022, respectivamente, ambos em percentis de destaque), evidenciando que o problema sanitário do município está concentrado especificamente no esgotamento sanitário, não na limpeza urbana.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 286.924 tCO₂e em 2024, com alta de 14,4% frente a 2023, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 69. Os setores de energia (154.880 tCO₂e, percentil 87) e resíduos (37.106 tCO₂e, percentil 91) são os que mais pressionam esse resultado, e a persistência de baixo tratamento de esgoto ajuda a explicar o peso das emissões de resíduos, dado que efluentes não tratados também geram carga orgânica poluente. A matriz renovável local é modesta e estagnada desde 2020: 600 kW em solar e 2 MW em biomassa, ambos abaixo das medianas nacionais, sugerindo baixo investimento em expansão de fontes limpas nos últimos anos.
Em síntese, Sapiranga combina avanços em abastecimento de água e gestão de resíduos sólidos com uma lacuna estrutural grave em esgotamento sanitário, que provavelmente contribui para o desempenho climático desfavorável do município. A prioridade para gestores deveria ser a ampliação da rede coletora e das estações de tratamento de esgoto, com potencial de gerar ganhos simultâneos em saúde pública, qualidade hídrica e redução de emissões.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
78.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
9.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
17.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
24.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
3 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
600 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
600 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
286.924 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
37.106 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
154.880 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
