SapopemaPR

6.784 habitantes · IBGE 4126207

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Resumo socioambiental

Sapopema/PR apresenta um quadro de saneamento em melhoria consistente, mas ainda aquém dos padrões estaduais. A cobertura de água atingiu 84,6% em 2022, com avanço expressivo de +35,3% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e situando o município no percentil 62, embora ainda distante do Paraná (96,1%). A perda de água, por sua vez, caiu para 17,0% em 2022 (-33,3% na série), ficando bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%), o que indica gestão operacional relativamente eficiente da rede — um contraponto positivo ao investimento em expansão de cobertura.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto está em 60,0% (2021), muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (89,9%), posicionando o município no percentil 31. Já o tratamento de esgoto, apesar de partir de patamar baixíssimo (7,5% em 2019), saltou para 42,8% em 2022 (+470,1%), superando a mediana nacional (37,7%) e chegando ao percentil 53 — um avanço acentuado, ainda que a UF trate 78,7%. Esse descompasso entre coleta e tratamento sugere que os investimentos recentes priorizaram estações de tratamento, mas a expansão da rede coletora não acompanhou o mesmo ritmo, limitando o ganho ambiental agregado.

No manejo de resíduos domiciliares, a coleta chegou a 77,0% dos domicílios em 2022 (+20,8% desde 2010), no nível da mediana nacional (76,9%), mas o destino inadequado ainda atinge 19,6% das residências, acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior à UF (5,6%), colocando o município no percentil 59 (pior que a maioria). Essa lacuna de destinação inadequada é coerente com as emissões de resíduos, que subiram +12,3% desde 2010 para 3.826 tCO₂e em 2024 — embora esse valor esteja abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No balanço climático geral, as emissões totais de GEE caíram fortemente para 90.641 tCO₂e em 2024 (-69,9% desde 2010), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 37. Entretanto, as emissões de energia cresceram +49,6% no período, atingindo 9.047 tCO₂e, um contraste que indica que a queda geral foi puxada por outros setores (provavelmente mudança de uso da terra), enquanto energia e resíduos seguem em trajetória de alta e merecem atenção em políticas futuras. O único registro de cheia (2016) situa o município no percentil 76 nacional, sinalizando exposição hidrológica pontual que reforça a importância de manter o controle de perdas de água e o avanço do saneamento como eixos prioritários de gestão.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.5%

2024

44
16.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

43.7%

2024

35
22.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

47.0%

2024

59
527.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

14.3%

2024

88
12.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.0%

2022

50
20.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.6%

2022

41
45.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

90.641 tCO₂e

2024

63
69.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.826 tCO₂e

2024

67
12.3% no período

Emissões de energia

SEEG

9.047 tCO₂e

2024

67
49.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.