Sapucaia do SulRS
136.542 habitantes · IBGE 4320008
Resumo socioambiental
Sapucaia do Sul apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre saneamento de água e esgotamento sanitário. A cobertura de água é praticamente universal, com 99,7% em 2024, muito acima da mediana nacional (73,2%) e do valor do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 95 do país. As perdas no sistema também vêm caindo de forma consistente, de 56,9% em 2010 para 25,1% em 2024, ficando abaixo tanto da mediana nacional (29,1%) quanto da média estadual (39,4%), o que indica ganhos reais de eficiência operacional. Em contrapartida, a coleta de esgoto está bastante aquém do necessário: apesar do crescimento expressivo de 5,5% (2009) para 23,4% (2024), o indicador permanece abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (47,8%), no percentil 18. O tratamento de esgoto é ainda mais crítico, estagnado em 8,2% em 2024, distante da mediana nacional (33,3%) e estadual (30,1%), após um pico atípico de 23,8% em 2023 não sustentado no ano seguinte — sinal de possível instabilidade operacional nas duas ETEs existentes (2020).
Na gestão de resíduos sólidos, o município tem bom desempenho relativo: o destino inadequado de domicílios é de apenas 0,3% (2022), muito inferior à mediana nacional (14,9%) e à média estadual (4,5%), e a coleta domiciliar atinge 91,3%, acima da mediana do país (76,9%). Contudo, essa boa cobertura de coleta convive com emissões de resíduos elevadas e crescentes — 60.739 tCO₂e em 2024, um salto de 20,2% desde 2010, situando o município no percentil 95 nacional, muito acima da mediana (6.191 tCO₂e). Essa combinação sugere que o problema não está na cobertura da coleta, mas na destinação final e no tratamento dos resíduos, que seguem gerando impacto climático desproporcional ao porte do município.
O perfil de emissões totais de GEE reforça a preocupação: 342.312 tCO₂e em 2024, alta de 46% desde 2010, no percentil 73 nacional, impulsionada principalmente pelo setor de energia (258.970 tCO₂e, percentil 92), refletindo o perfil industrial da região metropolitana de Porto Alegre. A geração solar cresceu de forma acentuada, atingindo 993 kW em 2024, próxima à mediana nacional (908 kW), mas a potência de biomassa está estagnada em 720 kW desde 2011, muito abaixo da mediana estadual (5 MW), sugerindo baixo investimento em diversificação de fontes renováveis diante do aumento das emissões energéticas.
Em síntese, Sapucaia do Sul consolidou uma gestão eficiente de abastecimento de água e coleta de resíduos, mas enfrenta um déficit estrutural em esgotamento sanitário e leva desvantagem em emissões de GEE, tanto de energia quanto de resíduos. A ausência de expansão do tratamento de esgoto, aliada ao crescimento constante das emissões, indica a necessidade de investimentos prioritários em estações de tratamento e em fontes renováveis complementares para reverter a trajetória de aumento das em
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
23.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
8.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
993 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
993 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
342.312 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
60.739 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
258.970 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
