SarandiRS
23.356 habitantes · IBGE 4320107
Resumo socioambiental
Sarandi/RS apresenta avanços relevantes em abastecimento de água, mas exibe lacunas críticas em saneamento e uma trajetória preocupante de emissões. A cobertura de água atingiu 92,3% em 2022, com salto expressivo após anos estagnados em torno de 84%, superando a mediana nacional (76,5%) e a média do RS (88,1%), posicionando o município no percentil 74. A perda de água, embora tenha caído para 30,7% em 2022 (variação de -12,4% desde 2008), ainda supera a mediana nacional (29,9%), indicando margem para eficiência operacional apesar da melhora consistente.
O saneamento esgoto revela um quadro defasado e preocupante: os últimos dados disponíveis (2012) apontam coleta de 100%, mas tratamento de 0%, sem atualização há mais de uma década. Essa ausência de tratamento, mesmo com coleta total, sugere que o esgoto captado é descartado sem depuração — um risco sanitário e ambiental não capturado pelos indicadores mais recentes de resíduos domiciliares, que mostram melhora: destino inadequado caiu para 5,1% em 2022 (queda de 45,5% desde 2010), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do padrão gaúcho (4,5%).
Em contraste com os ganhos em água e resíduos domiciliares, as emissões de GEE cresceram 40,7% entre 2010 e 2024, atingindo 238.715 tCO₂e, colocando o município no percentil 65 nacional. O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões mais que dobraram (+101,1%) no período, e o de resíduos, que cresceu 56,8% e posiciona Sarandi no percentil 92 nacional — indicando que a gestão de resíduos sólidos, apesar da melhora no descarte domiciliar, ainda gera pressão climática desproporcional. A capacidade de geração renovável por biomassa permanece estagnada em 365 kW desde 2011, sem expansão que compense esse quadro.
O município também está exposto a eventos hidrológicos extremos, com registros de cheia (percentil 93) e seca (percentil 72) em 2016 acima da mediana nacional, reforçando a necessidade de integrar infraestrutura hídrica, tratamento de esgoto e mitigação de emissões como prioridades conjuntas de gestão, dado que os ganhos recentes em água e resíduos domiciliares não têm sido acompanhados por avanços equivalentes em tratamento de esgoto e controle de emissões.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2012
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2012
Perda de água
SNIS/SINISA
37.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
365 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
238.715 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
39.369 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
120.561 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
