SaúdeBA

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Resumo socioambiental

Saúde/BA apresenta um quadro de saneamento crítico, com destaque para o colapso do esgotamento sanitário: a coleta de esgoto despencou de 81,8% (2013) para apenas 1,9% (2024), muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e mesmo da UF (56,9%, percentil 2). O tratamento de esgoto acompanha esse retrocesso, estagnado em 0,5% (2024), ante mediana nacional de 33,3% e mediana estadual de 39,2% (percentil 25). Já a cobertura de água, embora tenha oscilado ao longo da série, recuperou-se para 77,8% em 2022 (variação de +6,9%), ficando acima da mediana nacional (73,2%), mas ainda abaixo do valor da Bahia (83,0%).

Um ponto de atenção adicional é a perda de água na distribuição, que saltou de 5,4% (2010) para 38,5% (2024) — alta de 615% no período —, superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a estadual (34,5%, percentil 69). Esse aumento expressivo de perdas contrasta com a melhora recente na cobertura de água, sugerindo ineficiência operacional crescente no sistema de abastecimento, que pode comprometer os ganhos de acesso registrados em 2022. No âmbito domiciliar, o Censo mostra queda no destino inadequado de resíduos, de 34,7% (2010) para 26,1% (2022), mas o indicador permanece bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%, percentil 69), enquanto a coleta domiciliar de resíduos caiu para 63,6%, também abaixo dos parâmetros nacional (76,9%) e estadual (69,0%).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE em 2024 somaram 45.630 tCO₂e, com queda de 11% desde 2010, mas revertendo a trajetória de captura líquida observada entre 2018 e 2022 (valores negativos, indicando sequestro de carbono superior às emissões). O município permanece abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 19), porém as emissões de energia cresceram 194,1% no período, alcançando 6.731 tCO₂e em 2024, e as emissões de resíduos subiram 55%, para 5.625 tCO₂e — trajetória compatível com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto e resíduos observada no município.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 indicam exposição relevante a eventos de seca (9 registros, percentil 85 na UF) e cheia (1 registro, percentil 76), reforçando a vulnerabilidade climática local. Em conjunto, os indicadores apontam para uma agenda prioritária de recuperação do saneamento básico — especialmente esgotamento sanitário e perdas de água —, com potencial de reduzir emissões associadas a resíduos e mitigar riscos hídricos futuros.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.8%

2022

6.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

1.9%

2024

2
97.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.5%

2024

25

Perda de água

SNIS/SINISA

38.5%

2024

31
615.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.6%

2022

30
2.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.1%

2022

31
24.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

45.630 tCO₂e

2024

81
11.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.625 tCO₂e

2024

54
55.0% no período

Emissões de energia

SEEG

6.731 tCO₂e

2024

73
194.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.