SchroederSC

21.273 habitantes · IBGE 4217402

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Resumo socioambiental

Schroeder/SC apresenta saneamento consolidado, mas com sinais de deterioração na gestão hídrica e crescimento expressivo de emissões vinculadas a energia e resíduos. A cobertura de água atingiu 90,7% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média estadual (90,1%, percentil 72), porém em queda de -8,0% frente à série histórica, que já registrou 98,6% em 2009. Mais preocupante é a perda de água, em 39,4% (2022), bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,6%), embora tenha recuado dos picos de mais de 60% observados entre 2014 e 2015 — indicando ineficiência persistente na distribuição, mesmo com melhora recente. Já a gestão de resíduos sólidos é destaque positivo: 99,0% dos domicílios têm coleta (percentil 99 nacional) e apenas 0,3% têm destino inadequado, um dos menores índices do país (percentil 2), contrastando com a mediana nacional de 14,9%.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 48.413 tCO₂e em 2024, com queda de -21,7% frente ao ano anterior, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e é maior, então o município está no percentil 20, ou seja, entre os municípios com menores emissões absolutas). Contudo, as emissões de resíduos praticamente dobraram desde 2010, chegando a 8.464 tCO₂e (+101,0%), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 61) — um crescimento que contrasta com a boa cobertura de coleta e sugere aumento de volume gerado ou mudança na composição dos resíduos, não necessariamente falha de gestão. As emissões de energia também cresceram fortemente (+78,8% desde 2010, atingindo 29.844 tCO₂e), acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 59), indicando maior dependência de fontes emissoras no mix energético local.

A matriz energética renovável é incipiente: a potência solar instalada é de apenas 75 kW (2024), muito abaixo da mediana nacional (908 kW, percentil 9), enquanto a potência hidráulica soma 16 MW, acima da mediana nacional (10 MW, percentil 60), mostrando concentração em uma única fonte com pouca diversificação. O investimento público registrado via PNCP foi de R$ 235.146 em 2026, valor muito inferior à mediana nacional (R$ 3,1 milhões, percentil 20) e à média estadual (R$ 133,9 milhões), o que limita a capacidade de resposta a gargalos como a perda de água e a modernização da infraestrutura. Some-se a isso o registro de 4 eventos de cheia em 2016, no percentil 96 nacional, sinalizando vulnerabilidade a eventos hidrológicos extremos que pode ser agravada pela baixa diversificação energética e pelo reduzido investimento público recente.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.1%

2024

93
2.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

41.9%

2024

25
3.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

99.0%

2022

99
0.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.3%

2022

98
65.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2021

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

16 MW

SolarHidráulica

Potência solar

ANEEL (SIGA)

75 kW

2024

9
0.0% no período

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

16 MW

2024

60
5.4% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

75 kW

2024

9
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

48.413 tCO₂e

2024

80
21.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.464 tCO₂e

2024

39
101.0% no período

Emissões de energia

SEEG

29.844 tCO₂e

2024

41
78.8% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 235 mil

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.