SeabraBA

48.530 habitantes · IBGE 2929909

IA

Resumo socioambiental

Seabra apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços recentes no saneamento básico convivendo com deterioração ambiental relevante. A cobertura de água saltou de 48,5% em 2021 para 77,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e ficando próxima da média estadual (80,7%, percentil 51). Entretanto, esse salto coincidiu com aumento expressivo da perda de água na distribuição, que passou de 12,9% para 21,3% no mesmo período — ainda assim abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), indicando que a expansão da rede não foi acompanhada de eficiência operacional equivalente.

No manejo de resíduos, o município reduziu significativamente o destino inadequado de domicílios, de 44,4% (2010) para 25,3% (2022), mas esse percentual ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a média baiana (17,1%), colocando Seabra no percentil 68 — entre os piores do país nesse quesito. A coleta domiciliar atingiu 70,0%, abaixo da mediana nacional (76,9%), embora acima da média estadual (69,0%). Essa insuficiência na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: o setor de resíduos gerou 21.071 tCO₂e em 2024, crescimento de 75,2% desde 2010, posicionando o município no percentil 84 nacional — um indicativo de que o problema de destinação inadequada não é apenas sanitário, mas também climático.

As emissões totais de GEE do município cresceram 73,8% entre 2010 e 2024, atingindo 411.490 tCO₂e, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Seabra no percentil 77. O setor energético é o principal contribuinte, com 176.621 tCO₂e em 2024 (percentil 88), superando com folga a mediana nacional (18.929 tCO₂e). Quanto a eventos hidrológicos extremos, não há registros de cheia em 2016, mas foram reportados 5 eventos de seca observada, valor moderado frente ao contexto estadual (mediana da UF de 2.159 registros, percentil 76), sinalizando exposição a estiagens que merece monitoramento contínuo.

Em síntese, Seabra avançou no acesso à água, mas precisa priorizar a redução de perdas hídricas, a modernização da gestão de resíduos sólidos e políticas de mitigação de emissões — especialmente nos setores de energia e resíduos — para reverter a trajetória de crescimento das emissões e reduzir sua vulnerabilidade climática.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

54.1%

2024

25
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.2%

2024

69
22.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.0%

2022

39
25.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

25.3%

2022

32
43.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

411.490 tCO₂e

2024

23
73.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

21.071 tCO₂e

2024

16
75.2% no período

Emissões de energia

SEEG

176.621 tCO₂e

2024

12
23.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.