SearaSC
19.241 habitantes · IBGE 4217501
Resumo socioambiental
Seara/SC apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços no manejo de resíduos sólidos domiciliares, mas fragilidades importantes na infraestrutura hídrica. A cobertura de água atingiu 70,2% em 2022, com crescimento de 16,4% desde 2008, porém abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante do patamar catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 42. Mais preocupante é a perda de água, que chegou a 54,5% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,6%) —, colocando o município no percentil 88, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação de baixa cobertura e alta perda sugere ineficiência operacional relevante no sistema de abastecimento, com desperdício significativo de água tratada.
Na gestão de resíduos, o quadro é mais favorável: o destino inadequado de domicílios caiu para 4,6% em 2022 (redução de 32,1% desde 2010), ficando bem abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que acima do patamar médio da UF (3,2%). Por outro lado, a coleta domiciliar recuou para 78,9%, queda de 15,4% em relação a 2010, o que é um retrocesso relativo mesmo estando levemente acima da mediana nacional (76,9%). Esse recuo na coleta contrasta com o aumento expressivo das emissões de resíduos, que subiram 52,2% desde 2010, atingindo 18.905 tCO₂e em 2024 — valor três vezes superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 82.
Em emissões totais de GEE, Seara registrou 233.808 tCO₂e em 2024, com queda de 9,1% frente a 2010, mas ainda posicionado no percentil 64 nacional, bem acima da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de energia cresceram 3,6% no período, somando 43.424 tCO₂e em 2024, também acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros históricos de eventos extremos (2016) indicam exposição relevante a riscos hidroclimáticos, com 4 registros de cheia e 6 de seca, ambos nos percentis mais altos do país (96 e 79, respectivamente), reforçando a necessidade de integrar o planejamento de infraestrutura hídrica à gestão de riscos climáticos.
Em síntese, o município demonstra progresso na destinação adequada de resíduos, mas enfrenta desafios estruturais na eficiência do sistema de água e no controle de emissões associadas a resíduos e energia, exigindo investimentos prioritários em redução de perdas hídricas e modernização da coleta e destinação de resíduos sólidos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
64.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
53.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
78.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
233.808 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
18.905 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
43.424 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
