Sebastião LaranjeirasBA

9.610 habitantes · IBGE 2930006

IA

Resumo socioambiental

Sebastião Laranjeiras/BA apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com bom desempenho em abastecimento de água mas fragilidades importantes em saneamento básico e vulnerabilidade hídrica. A cobertura de água atingiu 96,2% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 80 do país — embora tenha recuado 3,8% desde 2012, quando chegou a 100%. A perda de água, por sua vez, saltou para 12,9% em 2022, após anos próximos de zero, sinalizando possível deterioração da rede, mas ainda é bastante inferior à mediana nacional (29,9%) e estadual (35,0%), mantendo o município no percentil 11 (melhores desempenhos).

O maior desafio do município está no esgotamento sanitário: apenas 45,9% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média baiana (69,0%), colocando Sebastião Laranjeiras no percentil 11. Coerentemente, o destino inadequado de dejetos atinge 41,1% dos domicílios, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e acima da média estadual (17,1%), embora tenha havido melhora de 22,8% em relação a 2010. Essa lacuna em saneamento ajuda a explicar o patamar das emissões de resíduos, que somaram 4.816 tCO₂e em 2024, com crescimento constante de 57,1% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram drasticamente, de 242.580 tCO₂e (2010) para 4.192 tCO₂e em 2024, uma redução de 98,3%, situando o município no percentil 4 nacional (entre os menores emissores). Essa queda contrasta com a trajetória das emissões de energia, que mais que dobraram no período (+119,1%), atingindo 8.571 tCO₂e em 2024 — ainda assim inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo o pequeno porte da economia local.

Por fim, os dados de eventos hidrológicos da ANA (2016) revelam forte exposição à seca: 15 registros de seca observada, colocando o município no percentil 95 nacional, enquanto não houve registros de cheia no período. Esse padrão de vulnerabilidade à estiagem, combinado com a baixa cobertura de esgotamento sanitário, reforça a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura de saneamento e em gestão hídrica para mitigar riscos à saúde pública e à segurança hídrica da população.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.2%

2024

69
14.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

53.1%

2024

14

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.9%

2022

11
1.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

41.1%

2022

14
22.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

4.192 tCO₂e

2024

96
98.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.816 tCO₂e

2024

59
57.1% no período

Emissões de energia

SEEG

8.571 tCO₂e

2024

68
119.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

15

2016

5
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.