Sem-PeixeMG

2.441 habitantes · IBGE 3165560

IA

Resumo socioambiental

Sem-Peixe/MG apresenta quadro de saneamento crítico, com destaque negativo para a cobertura de água, de apenas 56,6% em 2016, bem abaixo da mediana nacional de 2024 (73,2%) e da média mineira (83,3%). A perda de água na distribuição é elevada, 45,9%, praticamente estagnada desde 2012 e superior tanto à mediana nacional (29,1%) quanto à UF (35,8%), indicando ineficiência operacional persistente no sistema. A coleta de esgoto, embora comparativamente alta (94,7% em 2016, acima da mediana nacional de 59,9%), vem em trajetória de queda (-5,3% desde 2012) e perde todo o sentido sanitário diante do tratamento de esgoto nulo (0,0% em todos os anos da série), quando a mediana nacional já alcança 33,3%. Essa combinação — coleta sem tratamento — sugere que o esgoto captado é lançado in natura no ambiente, com risco direto à qualidade dos corpos hídricos.

Os dados censitários reforçam a fragilidade do saneamento básico municipal: apenas 51,5% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), muito aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,1%), posicionando o município no percentil 16. O destino inadequado de resíduos atinge 35,2% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e quase cinco vezes o valor da UF (7,4%), colocando Sem-Peixe no percentil 80 — entre os piores do país nesse quesito. Ainda assim, houve melhora expressiva desde 2010 (-31,2 pontos percentuais), indicando avanço real, porém insuficiente diante do patamar de partida.

Em termos de emissões, o município tem participação marginal no cenário nacional: as emissões totais de GEE somaram 42.267 tCO₂e em 2024 (percentil 17), com alta de 15% em relação a 2023, mas dentro da variabilidade histórica da série. As emissões de resíduos, de 1.223 tCO₂e, situam-se no percentil 3 nacional e vêm em queda moderada desde o pico de 2016, movimento coerente com a leve melhora na cobertura de coleta domiciliar. As emissões de energia (1.383 tCO₂e) também são pouco expressivas frente à mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Quanto a eventos extremos, o único registro disponível é de uma ocorrência de cheia em 2016, com percentil 76 em relação ao Brasil, sem registros de seca no mesmo ano. Em síntese, o principal desafio de Sem-Peixe é o saneamento: a ausência total de tratamento de esgoto, a alta perda de água e o elevado destino inadequado de resíduos demandam investimento prioritário, especialmente diante do risco de contaminação hídrica associado à coleta de esgoto sem tratamento correspondente.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

56.6%

2016

0.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

94.7%

2016

5.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2016

Perda de água

SNIS/SINISA

45.9%

2016

0.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

51.5%

2022

16
5.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

35.2%

2022

20
31.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

42.267 tCO₂e

2024

83
15.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.223 tCO₂e

2024

97
8.2% no período

Emissões de energia

SEEG

1.383 tCO₂e

2024

96

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.